/ Por Lucas Cordeiro

A garrafa de vidro começou sua história no universo de vinhos no fim do século 17, mas foi quase 100 anos depois que ela tomou a forma (ou várias formas) que conhecemos hoje.

Dividida em gargalo, pescoço, ombro, bojo e base, cada uma dessas partes é modelada de acordo com o tipo de vinho.

A base é obviamente o apoio da garrafa e tem uma concavidade que, ao contrário do que muitos pensam, não tem relação com a qualidade da bebida.

É apenas um reforço para o fundo. O bojo é o corpo da garrafa, o local onde a pegamos para servir a bebida.

O ombro é importante tanto para o serviço quanto para a decantação do vinho: ele serve como barreira contra quaisquer sedimentos que se formam na bebida. Quanto mais largo o ombro, mais a borra esbarra contra o vidro e menos partículas saem da garrafa.

O pescoço, estreito e alongado, facilita o serviço e escoa a bebida para a taça de forma fluida e rápida.

E, finalmente, o gargalo tem um anel protuberante (coroa) de reforço para suportar a fixação do vedante (rolha, tampa de rosca etc.). No caso dos espumantes, ajuda a firmar a gaiola (rede metálica) que segura a rolha.

Veja mais:

  1. Bordalesa

Tintos, rosés e brancos de diversas origens feitos com cabernet sauvignon, malbec, shiraz, sauvignon blanc, pinot grigio

  1. Borgonhesa

Tintos, rosés e brancos de diversas origens feitos com pinot noir, syrah, chardonnay

  1. Renana | Alsaciana | Flûte

Brancos de riesling, alvarinho, gewürztraminer, pinot blanc.

  1. Porto

Vinhos do Porto

  1. Espumante

Champanhe, cava, prosecco e outros espumantes

  1. Bocksbeutel

Típica da Francônia, na Alemanha, usada para tintos de schwarzriesling e blaufränkisch e brancos de sylvaner

  1. Provençal

Típica de vinhos rosés de Provence, na França

  1. Ânfora

Geralmente para vinhos da uva verdicchio, na Itália