O vinho Cabernet Sauvignon está entre os mais consumidos no Brasil. Com uma grande oferta de rótulos com essa uva no mercado brasileiro, até mesmo o apreciadores de vinho mais eventuais já deve ter experimentado um exemplar dessa bebida.

Um dos principais motivos para o grande sucesso da Cabernet Sauvignon está na sua fácil adaptação aos distintos terroirs (conceito que une as características do solo, clima, e de produção do local onde a uva é cultivada, e dá personalidade ao vinho), originando vinhos de excelente qualidade. Por esse motivo, essa variedade recebeu o título de “rainha das uvas tintas”.

Cabernet Sauvignon: características principais

Uma das características da Cabernet Sauvignon é a grossura de sua casca. Essa qualidade faz com que essa uva seja extremamente resistente, ficando protegida das variações climáticas. Isso auxilia na produção do vinho, deixando os vinhos Cabernet Sauvignon entre os mais produzidos em todo o mundo.

Mas a casca não serve apenas como uma proteção para a uva. Ela também pode afetar bastante o sabor do vinho, mudando a sua experiência com a bebida. A casca da Cabernet Sauvignon tem muitos taninos, um composto que deixa o vinho com um caráter mais adstringente – ou seja, deixa uma sensação de boca “enxuta” (ou seja, “boca seca”). Por isso, os produtores devem cuidar para que o excesso de taninos não prejudique o sabor final do vinho.

Uma das principais maneiras de contornar esse problema é optar pelo colheita tardia da uva, quando a fruta já atingiu o auge de seus desenvolvimento e está completamente madura. Nesse caso, os taninos ainda estão presentes, mas já foram suavizados e serão equilibrados mais facilmente durante esse processo de vinificação.

Por esse motivo que os vinhos Cabernet Sauvignon são mais balanceados e de boa complexidade, verdadeiros representantes do potencial do terroir. Se os bagos forem colhidos antes do ponto ideal de maturação, o vinho apresentará alguns aromas marcantes de azeitonas e pimentão verde.

As diferenças no vinho Cabernet Sauvignon de acordo com a região de produção

Por ser cultivada no mundo todo, a uva Cabernet Sauvignon pode apresentar diferenças de uma região para outra.

Quando cultivada em lugares mais quentes, como no sul da Itália e da Espanha, na África do Sul, Austrália ou no Napa Valley, na Califórnia, os vinhos serão mais alcoólicos e concentrados, com aromas de frutas maduras e taninos macios.. Porém, se o cultivo for em regiões com o clima mais frio, como o norte da Itália, a França ou alguns lugares do Chile, ele terá um aroma predominante de frutas frescas, com um corpo menos robusto, taninos mais rústicos e maior acidez.

Como é o cultivo da Cabernet Sauvignon

Ainda que seja uma uva que se adapta bem aos diferentes climas e solos, suas melhores características são alcançadas em solos mais pobres e rochosos. Esse é o caso da região de Bordeaux, na França, e do Vale de Napa, nos Estados Unidos.

Os vinhos Cabernet Sauvignon mais famosos do mundo

Ainda que diversos lugares do mundo cultivem a Cabernet Sauvignon, a produção ainda está muito conectada com Bordeaux. Isso porque a cepa tem seu cultivo inspirado no estilo francês, onde ela começou a ser produzida.

Estados Unidos e Chile estão entre os maiores produtores dessa variedade, mas é possível encontrar excelentes exemplares de vinhos Cabernet Sauvignon em diversos outros países, como Argentina e Austrália.

No Brasil, a Cabernet Sauvignon disputa o lugar de uva mais cultivada, juntamente com a Merlot. Os principais produtores estão no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, com uma grande identificação com rótulos europeus. No Nordeste brasileiro, a produção da uva também é bastante forte, com uma aplicação voltada mais para cortes e composições.

Como harmonizar o Cabernet Sauvignon

Como o vinho pode mudar de características de acordo com a região em que é produzido, é importante buscar um rótulo que atenda a necessidade dos outros acompanhamentos ou vice-versa.

Vinhos de regiões mais frias, em que os taninos estão mais pronunciados, podem harmonizar muito bem com pratos mais gordurosos, como carne de cordeiro ou de porco, além de carnes mal passadas. Em opções vegetarianas, o acompanhamento perfeito é um risoto de cogumelos com queijo parmesão e manteiga de ervas.

Para os vinhos de regiões mais quentes, e com menos taninos, a harmonização perfeita é com carnes assadas ou com molhos mais frutados, e pratos menos gordurosos.

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