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Gaúcha da cidade de São Borja, Ângela Dippe invadiu o Brasil todo com seu humor. Atriz,  comediante, escritora e diretora, ela encara desde o público infantil até o adulto com seu carisma. E ainda se diverte.

Era uma vez em Porto Alegre. Como tudo começou?   10
Nas aulas de ballet,de pintura, de inglês e de piano.

A comédia surgiu em que momento?
Aos 7 anos, nas audições musicais coletivas, quando eu ia falar sobre a vida de Beethoven e todo mundo caía na gargalhada.

A Penélope do “Castelo Ra Tim Bum” foi um sucesso junto ao
público infantil. Como é lidar com este público? São muito exigentes?
Quando eu era reconhecida na rua por indicação dos pais, já que eu não costumava andar de peruca rosa, as crianças, sempre desconfiadas, me obrigavam a, no mínimo, fazer a voz da Penélope.

Às vezes, ser comediante atrapalha quando se quer falar sério. Já aconteceu com você?
Numa espécie de palestra no ano passado, no evento Risadaria, eu estudei para defender meus pontos de vista com argumentos e fatos, mas no final, elogiaram as minhas “explosões de non-sense” – o tiro saiu pela culatra.

Você pode perder um amigo, mas nunca perde a piada?
Quase…Passo raspando. As esquetes cômicas fazem sempre muito sucesso. O “Terça Insana” é
um projeto que já dura anos e seu sucesso já gerou até DVDs.

Como começou esta produção? Quais eram seus personagens?
Taninha da Técnica (lésbica); perua (politicamente patética); Maura Millet (sequelada 68) e a cantora alemã (arrogante cantora contemporânea).

Televisão, teatro ou cinema?
Os três.

Hoje você está em cartaz com a peça “Sabor a Freud”. Conte um pouco sobre esta peça.
Comédia musical argentina: a relação de um psicanalista com a sua paciente. Os dois, no meio da peça, revelam ter duas personalidades opostas. Cantamos boleros e cantarolo alguns versos das composições de Dolores Duran.

Qual o próximo projeto de Ângela Dippe?
Algo que não tenha obrigação de ser engraçado. Provavelmete será non-sense. (risos)

 Antes de entrar no palco, você tem algum ritual?
Ver se está tudo no lugar. Aquecimento vocal e corporal. E se não der tempo de nada disso, eu faço o Sinal da Cruz.

E para comemorar uma casa cheia em dia de espetáculo?
Uma excelente noite de sono.

Atriz, comediante, escritora e diretora. Qual delas é sua preferida?
A mais fácil, atriz. Adoraria saber escrever bem e sem sofrimento. A
vida de atriz não tem rotina.

O que você consegue fazer nos intervalos e não abre mão?
Viajar.

Se não fosse atriz, qual seria o papel de Ângela Dippe?
Bailarina ou música.

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Foto: Juan Guerra

Ping-Pong

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Foto: Ivan Shupicov

A maior comédia da história… 
Todas as que conseguem me fazer rir.
Dou risada com…
Buster Keaton e Harold Loyd, e com coisas  engraçadas que acontecem espontaneamente.
Não vale a pena rir para…
Constrangimentos alheios.
Vinho tinto combina comigo e com…
Um cara bom de cama em ação ou quietinho debaixo do cobertor.
Vinho branco vai bem com…
Uma piscina bem gelada.
Um brinde a…
Amizade, amor, sexo e saúde.

Texto: Blanca Rodrigues

Foto: Mario Fontes