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Um grande sucesso da década de 1.980 que continua juntando fãs até os dias de hoje: esta é Marina Lima, com 19 álbuns lançados. Cantora e compositora carioca, há pouco mais de um ano ela escolheu São Paulo para viver.

Antes de mais nada… Como começou a sua carreira? Como surgiu Marina Lima, cantora, compositora e arranjadora?
Num passe de mágica.

É impossível pensar em Marina Lima e não lembrar de Fullgas, Uma noite e ½ ou À francesa…. Essas, entre outras, foram músicas que marcaram sua carreira. Alguma delas em especial marcou também a sua vida?
Das que você citou, todas… Músicas acabam sendo trilhas sonoras de todos nós.

Seu último álbum, Climax, tem algumas participações de outros músicos. Como foi escolher estes parceiros?
São pessoas com quem eu já queria trabalhar há algum tempo, e que estavam com disponibilidade e vontade também. Aí rolou.

Você agora escolheu São Paulo para viver. No Climax, você compôs uma música em homenagem a São Paulo. O que tanto te inspirou nesta cidade, para ser sua nova casa e ganhar uma música?
É uma cidade incrível para mim. Enorme… Tem as quatro estações… Quer saber? Ainda é um mistério para mim, e que desde o princípio da minha carreira sempre me curtiu, me recebeu bem. Sempre adorei estar no meio dos paulistas.

São Paulo e Rio de Janeiro têm suas particularidades. O que foi mais difícil para você se adaptar?
Primeiro, não ver o mar. Depois, o trânsito. E a poluição. O primeiro ponto já não me incomoda tanto. Mas a poluição e o trânsito são de matar mesmo.

Marina Lima tem algum ídolo? Alguém em especial que a inspira?
Varia… Ídolos são gente. E a cada tempo, eu me encanto por alguém novo, que eu não conhecia.

Na sua carreira artística, você teve uma passagem como apresentadora do programa Saia Justa. Que música melhor descreve esta experiência? Gostaria de voltar?
Várias da Rita Lee. (Risos)

Marina Antes de subir ao palco, você tem algum ritual ou alguma exigência?
Gosto de ficar uns 10 minutos mais sozinha. Mas só 10 minutos. (Risos)

Dentre tantos shows que você já fez, algum em especial te marcou?
Não… (Risos)… Olha, teve um no Arpoador, no Rio, que me lembro bem. Há pouco tempo, fiz um em Cotia, no shopping, que foi muito bom. Na verdade, tem vários.
Depois de horas de show, muitos preparos, fãs pedindo bis…Qual a melhor maneira de relaxar depois de um show?
Ficar quieta, no máximo jantar com os amigos.

Quando viaja pelo Brasil com seus shows, você gosta de conhecer restaurantes e comidas diferentes? Ou prefere o tradicional?
Quando eu estou com tempo, eu gosto de conhecer. O Brasil tem muitos pratos diferentes e
deliciosos.

E Marina Lima na cozinha? Pode nos dar uma receita de sucesso?
Nossa, uma negação, um desastre. Mas tem um paladar superapurado. Só não sei fazer. (Risos)

Para uma reunião com amigos músicos, o que sugere para brindar o momento?
Vinho ou uísque.

Ping-Pong

Rock, Pop ou Bossa Nova?
Os três.
Acústico ou eletrônico?
Os dois, misturados.
O que deixou saudade no Rio…
O cheiro de maresia no ar.
Um bom vinho tinto combina com…
Eu gosto de vinho tinto em quase todas as ocasiões, só ainda não experimentei no café.
Uma música marcante…
Alone Again, Naturaly.
Um brinde a…
Ao frozen yogurt.

Texto: Blanca Rodrigues

Fotos: Robert Astley Sparke e Beti Niemeyer