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Com o Cordón del Plata e o Cerro Tupungato como marco, o Valle de Uco é a área mimada de Mendoza. E durante os últimos anos um verdadeiro coletor de investidores dispostos a construir novas bodegas em todo o país e no exterior.

Trata-se da região vitivinícola mais alta da província de Mendoza, dada sua proximidade com a Cordilheira dos Andes, onde podemos encontrar vinhedos plantados a mais de 1440 metros acima do nível do mar. Com uma amplitude térmica ideal, seus inesgotáveis recursos hídricos em rios, córregos e lençóis freáticos, as propriedades de seus solos ricos e permeáveis fazem desta terra um éden onde as uvas amadurecem em condições próximas à perfeição.

O Valle de Uco permite criar vinhos cuja característica principal poderia ser sintetizada em uma única palavra: “intensidade”, que se reflete em seus vinhos através das cores profundas e brilhantes, de seu nariz elegante e frutado e uma boca cheia de fruta, estrutura e personalidade.

O Valle de Uco tem uma terra jovem e ainda virgem, com uma visão clara até a Cordilheira dos Andes, ar puro e céu claro. Este vale está localizado a sudoeste da cidade de Mendoza. É um vale formado pela cordilheira frontal e pela região das Huayquerias.

Ele inclui o vale de mesmo nome e os territórios cultivados dos departamentos de Tunuyán, Tupungato e San Carlos. A altitude varia de 900m acima do nível do mar na cidade de Tunuyán, até 1400m em Tupungato. Seus vinhedos, em recente e intensa expansão, ultrapassam atualmente 10% do total dos vinhedos da província de Mendoza.

Seu clima é extremo, onde os invernos são rigorosos e os verões com dias temperados, e em algumas ocasiões quentes, contrastando com noites frescas de influência andina. A amplitude térmica diária é de 15 a 20˚C, o que favorece, como já explicamos anteriormente, um ótimo amadurecimento da uva e, portanto, vinhos excelentes e maduros, dotados de taninos sedosos, boa coloração e acidez equilibrada. 

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Essa contribuição climática dispõe de matéria-prima adequada para obter vinhos destinados a uma crianza prolongada dos tintos, principalmente de Malbec e brancos, da variedade Semillón, o mais abundante no vale, onde suas excelentes qualidades são potencializadas ao máximo. A uva tinta Malbec, quente, sedutora, de tato aveludado e com uma estrutura envolvente, parecia ter encontrado o ambiente certo. 

Uma viticultura de altura extrema, com vinhedos acima dos mil metros. O único problema é que, uma vez a cada sete anos, a natureza traz um granizo do tamanho de bolas de pingue-pongue. Que destrói os vinhedos. Mas para grandes problemas, grandes remédios, e diante da loucura meteorológica, os mendocinos engenhosos cobriram suas videiras com redes antigranizo, demonstrando mais uma vez até onde estas bodegas são capazes de chegar para produzir uvas excepcionais no meio do deserto de Mendoza.

Este é um ambiente único. Com mais de 300 dias de sol ao ano. Mendoza é um deserto fértil, por isso os moradores são cientes do valor de cada gota de água e da necessidade de que seu aproveitamento seja feito de forma responsável. Assim, por toda a província continuam usando um sistema de irrigação por gotejamento para qualquer plantação. As condições naturais deste local idílico para desenvolver vinhedos de alta qualidade continuam atraindo investidores.

Tupungato está na moda
Há 6 anos fizemos nossa última vindima em Mendoza. Ainda lembro-me da parrillada de despedida aos pés do vulcão Tupungato. (6550 metros de altitude). Em uma noite fria de aproximadamente 12˚C, que contrastava com os 32˚C que tínhamos encontrado ao meio-dia. Isto é amplitude térmica sim, senhor. Estas são as condições ideais para o amadurecimento. E poucas regiões vitivinícolas são assim tão extremas quanto onde estávamos, aos pés dos majestosos Andes. 

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Tupungato é uma área de beleza natural única. Desde a antiguidade, seus antigos e primeiros colonos, os Huarpes, tinham admiração por este marco soberbo. Sendo eles os que originalmente nomearam-no “Tupun-catu”, cuja tradução passou a significar “observador de estrelas”. O lento processo de formação da cordilheira andina é o responsável por criar os solos e a violenta topografia que marcam Tupungato com suas encostas. Que, juntamente com a vegetação desértica nativa e seu incrível e eterno céu azul sobre os picos nevados, alinham a paisagem de detalhes únicos, que é um ícone de muitas das bodegas do entorno. 

Tupungato é uma dessas áreas vitivinícolas onde a natureza é generosa com o vinho. A altura, seu clima, o solo austero e a pureza da água que desce dos Andes, conseguem a perfeita comunhão para criar uvas que, mais tarde, nos darão vinhos expressivos, com uma personalidade forte. E é por isso que, destas terras de Tupungato, atualmente saem alguns dos vinhos mais famosos da Argentina.

GOUGUENHEIM VALLE ESCONDIDO 
No Valle de Uco, a 70 km da cidade de Mendoza, goug1 no pé da Cordilheira dos Andes, está localizada esta exclusiva Bodega Gouguenheim Valle Escondido. Seu proprietário e enólogo, Patrício Gouguenheim, nascido na Argentina, filho de pais franceses, cultiva o amor pelo vinho desde sua infância. Graças à atenção e paixão que seus pais mostravam diante do ritual de consumir uma taça de vinho.

Isso claramente atuou como um catalisador para que, mais tarde, decidisse mergulhar no mundo do vinho.
No final dos anos 1990, seu trabalho levou-o a Mendoza, que estava começando a se tornar o que é hoje. O epicentro da indústria vitivinícola da Argentina. Naquele momento, à beira da grande crise de 2002, quando parecia que os vinhos argentinos começavam a decolar, ganhando progressivamente prestígio internacional, foi que Patrício descobriu uma antiga bodega no Valle de Uco. Com vários pequenos tanques de concreto que pareciam ideais para a produção de vinhos de alta qualidade. E este foi o começo de sua aventura neste mundo.

Seus vinhedos
Os vinhedos estão localizados em Tupungato. A mais de 1200 metros de altura, em uma região de clima desértico com grande amplitude térmica entre o dia e a noite, que pode ultrapassar os 15˚C, e 320 dias de sol por ano, em média. A água com a qual as vinhas são regadas vem do degelo da Cordilheira dos Andes. E é transportada por canais de irrigação através de solos aluviais. 

Estes são os elementos principais que permitem um amadurecimento lento da uva. Que produzirá bagas com cor e fruta concentradas, que contribuem para a produção dos vinhos com as cores, aromas e sabores intensos. Que juntamente a alguns taninos redondos, dão aos vinhos desta bodega uma personalidade forte.

  • Localização: Tupungato, Valle de Uco, Mendoza o Extensão: 42 ha
  • Elevação: 1200 m o Idade dos vinhedos: 18 anos (enxertados sobre mudas americanas) e 21 anos (não enxertados)
  • Sistema de condução: espaldeira
  • Sistema de irrigação: por gotejamento
  • Densidade: 2666 plantas/ha
  • Tipo de solo: franco-arenoso
  • Variedades: Malbec, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Pinot Noir, Sauvignon Blanc

A Bodega
Com uma capacidade em tanques de concreto de 1.500.000 litros, a construção inicial da bodega
data de 1950. Após sua aquisição e renovação, combina a mais recente tecnologia na recepção
da vindima: equipamentos de frio com as antigas prensas verticais ainda utilizadas. A construção em diferentes níveis permite que a maior parte dos movimentos do vinho seja por gravidade. Desde sua criação, Gouguenheim tem sido uma bodega exclusiva para exportação, o que a obrigou a manter altos padrões de qualidade.

Estaciones del Valle Malbec 2011
Patrício Gouguenheim, enólogo e proprietário da bodega, apresenta este Malbec que, com certeza, vai se adaptar a todos os gostos. Devemos felicitá-lopor fazer vinhos que, sem ser simples, são dos mais acessíveis. Vinhos dos quais a maior virtude não é outra além da degustação fácil, onde, depois de consumir a primeira taça, você estará pensando se há ou não uma segunda garrafa na cozinha. Gouguenheim Estaciones del Valle Malbec 2011 é um vinho de estilo moderno, mas com uma “fineza clássica” que dá muito sentido a este rico vinho, sem dúvida mais um daqueles vinhos que está fora dos tópicos, um Malbec realmente para desfrutar.

A vindima foi feita manualmente durante o mês de abril. Depois da sua chegada à bodega, foi realizada uma maceração pré-fermentativa a frio, durante cinco dias, a fim de preservar todo o potencial aromático das bagas. A fermentação alcoólica foi controlada entre 25˚ e 28˚C, prolongando sua estadia depois da fermentação durante 15 dias nos tanques. A fim de não perder este componente frutado deste Malbec, complementa-se com uma crianza
durante 4 meses em carvalho, 40% francês e 60% americano, que traz nuances que enriquecem o caldo.

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