Thaís Sinhorini
Fotos: Tadeu Brunelli

O Pisco Sour

Para preparar esta bebida, não é necessário muito tempo e nem mesmo grandes conhecimentos de coquetelaria. Basta passar limão na borda de uma taça martini, mergulhá-la no açúcar e preenchê-la com gelo.  Feito isso, bata os demais ingredientes em uma coqueteleira com mais gelo. O que esse simples e elegante drink esconde é a briga histórica que Chile e Peru travam, há séculos, pela paternidade do destilado Pisco, e, por consequência, de seus coquetéis. Diferentemente do que acontece com a cachaça brasileira e a vodca russa, o Pisco não é reconhecido pela IBA (International Bartenders Association), pois mesmo sendo uma bebida reconhecidamente latino-americana, não há um consenso de quem é o detentor dos direitos. É importante ressaltar que uma parte do Chile foi território peruano na época da colonização hispânica, o que dificulta ainda mais fazer separações culturais ou cronológicas. A versão mais aceita para o nome do destilado vem da língua quéchua e significa “pássaro”.

Ao contrário da italiana Grappa e da portuguesa Bagaceira, que são produzidas do bagaço de uva, como um subproduto do processo de vinificação, o pisco é produzido através do mosto de uva, ou seja, suco bruto recém-extraído da fruta.

Desavenças à parte, um dos endereços onde é possível desfrutar o destilado fica em uma das áreas mais agradáveis de São Paulo, a dois quarteirões do parque do Ibirapuera. Segundo Marcelo Gritti Della Rosa, sócio d’O Bottega di Paradisi e autor da carta de drinks, “a casa tem um clima despretensioso de bar, mas é um lugar onde se come muito bem”.

Ingredientes

  • 80 ml de pisco
  • 30 ml de suco de limão
  • 1 colher (sobremesa) de açúcar
  • 1 clara de ovo
  • gelo

Ping Pong com o barman

O drink perfeito é … Caipirinha.

Vinho tinto combina com… Risoto de linguiça toscana.

Vinho branco combina com… Badejo e risoto de maçã.

Um brinde para… As conquistas.