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A leste de Tbilis, capital da Geórgia, está a região vinícola Kakheti. Que é onde se encontra o verdadeiro epicentro da viticultura georgiana. 70% da produção de vinho da Geórgia procede desta região. Que está localizada nas encostas do Cáucaso.

A viagem até a capital é bastante longa. Uma aventura que, devido às más condições de conservação das estradas, motoristas imprudentes e alguns animais cruzando lentamente a estrada, fazem a viagem parecer um pesadelo. Cada pedra no caminho, e cada ultrapassagem arriscada, faz você querer com mais força que o local de chegada esteja próximo. Por outro lado, ao baixar a janela para entrar um pouco de ar e evitar o enjoo, é possível ver a majestosa Cordilheira do Cáucaso. Finalmente chegamos a Tel Aviv.

Uma vez em Tel Aviv, capital de Kakheti. Encontramos-nos no coração da região vitivinícola georgiana. Aqui a produção do vinho, hoje em dia, não está muito regularizada nem normalizada. Aproximadamente, a metade da produção de vinhos está controlada por diferentes bodegas dotadas de equipamentos e tecnologia mais recentes. Mas a outra metade da produção está nas mãos de centenas de agricultores que seguem usando as técnicas primitivas de produção de vinho, sem variação nos últimos séculos. Com uma rede comercial inexistente, baseada principalmente no autoconsumo, é difícil provar estes vinhos fora do país.

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Há um paradoxo em Geórgia. Enquanto o resto das regiões vitivinícolas do mundo, ao longo da história, evoluíram nas técnicas de produção, apostando sempre na inovação. Em Kakheti, o vinho continua sendo produzido de modo primitivo. Em tanques cerâmicos enterrados debaixo da terra chamados “qvevri”. O “qvevri” é um tanque cerâmico de tamanho variável, como uma ânfora, que tradicionalmente servia para armazenar cereais, óleos ou outros alimentos.

No passado, seu uso foi generalizado como recipiente para a produção e armazenamento do vinho. Com o surgimento de novos materiais como a madeira, o cimento e o aço, o recipiente cerâmico, por causa de sua fragilidade, perdeu sua funcionalidade, mas, no caso da Geórgia, seu uso foi prolongado no tempo. Ainda hoje, continua-se produzindo o vinho e armazenando-o nesses recipientes. (método adotado pela metade dos camponeses de Kakheti). Vinho que é tão apreciado no Cáucaso.

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