Texto: Rick Anson

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As cervejas Porter surgiram comercialmente de uma mistura de estilos de cervejas. Porém, essa mistura já era realizada nos copos dos bares da Inglaterra. Por volta do ano 1730. O nome Porter remete aos trabalhadores dos portos, que consumiam esse estilo de cerveja.

Inicialmente, as Stouts eram chamadas de Stout Porter. Por nascerem de uma versão mais forte das Porters. Geralmente, as Porters possuem notas de chocolate e menor teor alcoólico. E as Stouts, notas de café e mais álcool, mas isso não é uma  obrigatoriedade.

Com o tempo, Stout virou estilo próprio de cerveja e mudou a indicação, inclusive no rótulo, por volta de 1820, pela cervejaria Guinness, que ainda pertence a mesma família.

Este estilo apresenta seis divisões: Dry, Sweet, Oatmeal, Foreign extra, American e Russian Imperial. Entretanto, quando utilizamos a palavra stout sozinha, estamos referindo-nos à dry, também conhecida como Irish Stout,  que tem como principal característica o sabor que lembra o café.

O drink apresentado esse mês é o Black Velvet, que surgiu no luto do príncipe Albert, do Reino Unido, em 1861. Nesse período, havia um decreto que proibia a venda de Champagne, que era associado a festas e comemorações. Um barman de Londres camuflou o espumante com a cerveja, e  assim nasceu uma bebida com a elegância do Perlage, equilibrando com o amargor da stout. Para prepará-lo, basta servir, em uma taça flute, a cerveja até a metade e completar com espumante.

Para quem prefere apreciar a cerveja em uma sobremesa, o talentoso chef e banqueteiro, João Belezia, apresenta uma torta mousse de cerveja, cupuaçu e chocolate.

Este drink tão simples e elegante é uma excelente alternativa aos tradicionais drinks tropicais, nesses meses quentes, que se aproximam.

 

Black Velvet

90 ml de Champagne (ou qualquer outro espumante)

90 ml de cerveja stout