Muitos especialistas situam, nesta região do Cáucaso, a origem da vitivinicultura.

Os resultados das sementes de uvas em jarros de cerâmica e restos de bitartarato de vinho encontrados durante as investigações arqueológicas na vila “Tel Aviv”, mostram que a produção do vinho na Geórgia.

Pode ter começado ali, há mais de 7.000 anos, e, portanto, muito antes de chegar à Europa Ocidental.

Para qualquer amante do vinho, um dado tão contundente como a primeira colheita desse país, há 8.000 anos, desperta curiosidade por saber algo mais sobre esta república montanhosa junto ao Mar Negro.

Conhecer Geórgia é explorar as origens da viticultura, e não existe nada que gostemos mais do que poder nos aproximar de um vinho original.

Vinho carregado de curiosidades e histórias que não deixarão de surpreender nossos associados.

Curiosamente, o que no passado foi a origem da enologia, é um perfeito desconhecido para o consumidor de vinhos.

A Geórgia ocupava o segundo lugar (em relação a volumes). Na produção de uva na antiga União Soviética, atrás da Moldávia.

Mas os vinhos georgianos, sem dúvida, têm sido os mais valorizados no espaço soviético.

O segredo de seu passado comunista e a fama que os vinhos georgianos tinham, dentro da federação Russa, não facilitava sua abertura a outros mercados.

Por isso seus vinhos são praticamente desconhecidos fora da antiga União Soviética.

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Entretanto. Nos últimos anos, depois da queda do comunismo, a Geórgia busca como alternativa à comercialização de seus vinhos.

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A exportação e abertura de novos mercados para seus desconhecidos e únicos vinhos.

Este interesse pelos mercados internacionais deve-se principalmente ao fechamento de seu principal mercado.

A Rússia, que, em 2006, proibiu as importações de vinho da Geórgia em meio de crescentes tensões que finalmente estouraram, em 2008, com a guerra entre Geórgia e Rússia.

A produção de vinho neste momento caiu 80% depois da perda do mercado russo.

Que antes absorvia 87% das exportações da Geórgia. Segundo o Ministério da Agricultura georgiano.

Enquanto o embargo foi um problema importante a curto prazo.

A longo prazo permitiu modificar o pensamento estratégico segundo o qual o futuro dos vinhos da Geórgia não deveria se centrar no volume, e sim na qualidade.

O que claramente fortalece o modelo de projeto enológico do país.

Neste momento, a Geórgia enfrenta uma nova revolução enológica. Como já observamos no passado de outras partes do mundo.

É uma região em ebulição que permitirá, nos próximos anos, descobrir grandes joias da arqueologia enológica.

No lugar onde, durante muitos milênios, o vinho tem sido parte principal da história desse país, e as tradições da viticultura, inseparáveis da identidade nacional de seu povo.