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Ao noroeste de Murcia, no levante espanhol, situada em uma das áreas mais montanhosas da região, encontra-se a cidade de Bullas. Que dá nome à Denominação de Origem que apresentamos em nossa seleção trimestral.

Bullas é um oásis para uma das variedades emblemáticas da Espanha – a Monastrell. São 5.500 hectares, dos quais 80% são dedicados a esta variedade tinta.
É o habitat ideal para o cultivo desta fantástica uva. Com um clima mediterrâneo muito influenciado pela altitude da região, entre 400 e 900 metros acima do nível do mar. E com baixo índice pluviométrico, alcançando a tão almejada maturação fenólica.

Essa é a origem de uma uva Monastrell única, ótima, que poucos se atrevem a elaborar como a bodega que apresentamos nesta seleção. A Bodega Balcona.

Bullas conserva o aroma, a atmosfera de povoado vitivinícola que, em outros tempos, caracterizava a Espanha rural. Em Bullas, o tempo parece ter parado, e o calendário continua sendo marcando pelos trabalhos do campo. E, como não poderia deixar de ser, a elaboração do vinho.
Por lá, quando chega o momento da vindima, o odor do mosto recém fermentado embriaga o ambiente da pequena cidade. Que conserva total ou parcialmente, nada mais nada menos que mais de 200 bodegas tradicionais. A maioria construída entre os séculos XVIII e XIX.

Isto é a tradição, isto é a cultura do vinho para uma população onde há quase uma bodega para cada 50 habitantes. Os moradores degustam diariamente os vinhos recém elaborados por seus vizinhos. Cujas conversas nas ruas ou bares são sobre os vinhos, sobre a videira, como está transcorrendo a vindima ou como está se desenvolvendo o vinhedo este ano.

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Por sua localização próxima à costa do Mediterrâneo, assim como em toda a costa levantina, a origem do cultivo do vinhedo em Bullas decorre do período romano. Atingindo seu esplendor durante o domínio árabe. E após a reconquista, no século XIII, quando esta região prosperou graças à agricultura. E, principalmente, aos vinhos elaborados em suas terras.

Em meados do século XX, Bullas começou a fornecer vinhos a granel para o mercado. Até que, ao final da década de 80, as bodegas começaram a investir na tecnologia necessária para elaboração de vinhos de qualidade.
Mas nem sempre a história e a tradição fazem justiça. Bullas passou anos esquecida, por culpa, talvez, do protagonismo de suas outras “irmãs”, Yecla e Jumilla.

Como em muitas outras regiões da Espanha, o vinhedo em sua maioria, era cultivado por produtores pertencentes a uma cooperativa cujo único propósito era produzir uvas assim como amêndoas, azeitonas ou cereais, buscando, como era lógico, rentabilizar ao máximo sua exploração agrícola e assim obter o maior rendimento econômico possível.
Mas a entrada na União Europeia, nos anos 80. E a necessidade de mudar o modelo produtivo para um modelo vitivinícola de qualidade, fez com que, no início da década de 90, na Espanha, muitas regiões com vasta tradição vitivinícola admitissem a necessidade de organizar, controlar, proteger e promover seus vinhos através da constituição das Denominações de Origem.

Foto Nieve 2012- 20 marzo Sirah.

Bullas se constituiu como D.O. em 1998 e desde sua constituição foi incrementando o número de bodegas adscritas que, atualmente, são em torno de 15. E foi assim que tudo mudou em Bullas nos últimos 15 anos. Graças ao estudo e trabalho que fizeram os bodegueiros, enólogos, viticultores e as próprias instituições.

É evidente o singular progresso na viticultura praticada ou nas técnicas que são usadas para a elaboração e crianza de seus vinhos. A zona de produção dos vinhos amparados pela Denominação de Origem Bullas está constituída por terrenos localizados nos municípios de Bullas, Calasparra, Caravaca de la Cruz, Cehegín, Lorca, Moratalla, Mula, Pliego, Ricote, Cieza y Totana. Todos eles na região de Murcia.

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