O solo é a origem do vinho. E se no vinho buscamos equilíbrio, é precisamente na escolha do solo que se inicia essa busca.

Uma das premissas mais importantes no momento de realizar uma nova plantação de vinhedo, sem dúvida, é a escolha do terreno correto para o plantio. Inicialmente isso parece algo óbvio, mas pode converter-se, em muitos casos, no principal problema da gestão do vinhedo, já que uma escolha equivocada condicionará o desenvolvimento do cultivo durante toda sua vida.

É habitual que nós, técnicos, desejemos que a localização do plantio do vinhedo seja orientada por critérios estritamente vitivinícolas.
Mas, por vezes, vemo-nos obrigados a assentar a plantação em terrenos disponíveis e, portanto, longe de solos mais aptos para o cultivo.  Sendo suporte do vinhedo, o solo foi um dos elementos da viticultura menos levado em conta até o desenvolvimento de melhores técnicas de cultivo.

Tradicionalmente, essa cultura desenvolvia-se em terrenos onde outras não eram rentáveis (quer seja ou pela dificuldade de trabalhar a terra ou pela sua riqueza). Antes, não se buscava uma localização definida para plantar o vinhedo e, menos ainda, eram analisadas as características físico-químicas da terra, exceto em casos onde se desejava fazer um programa de fertilização para poder rentabilizar a produção.

A partir da década de 70, pelo impulso de países como Estados Unidos e Austrália, que buscavam um modelo vitícola baseado no europeu, o solo começou a ser determinante na hora de plantar um vinhedo de qualidade que, associado ao manejo correto, garantiria, em certa medida, o sucesso da produção e, consequentemente, um vinho de qualidade.

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O solo fornece principalmente os nutrientes e a água necessária para o desenvolvimento da planta e de seu fruto. Desse modo, do meio depende o equilíbrio para que todos os nutrientes sejam absorvidos corretamente.

E nos níveis desejados. Todos os elementos que formam os diferentes tipos de solo e diferenciam as regiões vitivinícolas no mundo estão inter-relacionados entre si. O pH é um dos fatores que intervém de maneira decisiva na nutrição do vinhedo. Já que, dependendo de sua variação, teremos solos com maior ou menor acidez, o que atribui características diferenciadas aos vinhos procedentes dessas áreas.

É fato que a análise do solo nos permitirá atuar de forma preventiva e racional na hora de efetuar a implantação de um vinhedo. Ou ver que tipo de contribuições devem ser dadas a ele. Ou ainda como devemos agir antes da vinificação. Portanto. O conhecimento de suas características físico-químicas é um parâmetro fundamental na hora de implantar um novo vinhedo.

Além disso, a caracterização prévia do solo nos ajudará a evitar uma escolha ruim. Assim como uma má gestão do terreno. O que pode impossibilitar o sucesso, trazendo constantes problemas à vida útil do vinhedo.


É imprescindível selecionar corretamente a parcela onde serão implantadas as vinhas. Respeitar a profundidade do terreno. Sua orientação, superfície do solo, estado dos vinhedos do entorno etc.


Sem dúvida, avaliar criteriosamente o potencial agronômico de nossos solos antes da implantação do vinhedo. É um exercício interessante. Que pode nos auxiliar a interpretar a plantação. E nos adiantarmos frente a alguns possíveis problemas relativos à vitivinicultura.

Texto: Alberto Pedrajo Pérez
Foto: Divulgação

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