Vigneto durante la vendemmia
Amarone Della Valpolicella, um verdadeiro espetáculo!
O Vêneto, mesmo sendo a oitava região em extensão da Itália, ocupa o primeiro lugar em extensão de vinhedos do país, além de possuir a maior concentração de vinhos de alta qualidade, amparados por uma denominação de Origem Controlada (D.O.C.).

Situado ao noroeste da Itália, o Vêneto se estende das Dolomitas até o mar Adriático, atravessando uma ampla faixa de colinas e planícies que, junto com os rios, canais e o delta do rio Pó, traçam uma orografia diversificada e rica em paisagens, microclimas e, é claro,vinhos.

Com grande tradição vitivinícola, em Vêneto, encontramos duas das D.O.C. italianas de maior prestígio internacional: Soave e Valpolicella. Depois dos famosos vinhos de Chianti, na Toscana, Valpolicella é consideradaa segunda região em qualidade produtiva da Itália. É por essa razão que, mais uma vez, nos aproximamos de uma das mais prestigiosas regiões vitivinícolas do mundo, com a intenção de apresentar aos nossos associados este Pegrandi 2010 Amarone della Valpolicella D.O.C.G, nesta seleção Obras-Primas.

De fato, os vinhos de Valpolicella gozam de um merecido prestígio. Se é a primeira vez que você, associado, tem o prazer de degustar um vinho desta região este Amarone dela Valpolicella, certamente, o converterá em um admirador fiel dos vinhos desta região.
Estamos falando de vinhos diferentes, originais e de grande personalidade, e é essa a sensação que desfrutarão já com a primeira taça.

O vinho de Valpolicella é elaborado desde o tempo dos gregos. E, por isso, acreditava se que o seu nome procedia dessa época. Sobre esse assunto existe muita controvérsia e há diversas interpretações ao longo dos séculos. Inicialmente, buscou-se o significado na língua grega: o termo “policella” se traduzia como “de muitas frutas”, “esplêndido” ou “muito abençoado”, comparando o vinho com as virtudes do vale. Porém, após estudos, conectou-se a origem do nome aos termos latinos, “la pollone” ou “Pollus”, que significa fértil. Mas foi no século XII, com a aparição do termo Valpolicella, pela primeira vez, que se encontrou um decreto datado de 24 de agosto de 1177, onde o nome estava escrito como “Val Polesela”.

Os vinhedos da região de Valpolicella começaram nos arredores da romântica cidade de Romeu e Julieta, Verona, e se estenderam para duas direções: ao oeste, em direção ao lago de Garda, no coração histórico da região, onde se mantêm com mais intensidade, as técnicas de elaboração tradicional de seus vinhos e ao leste, onde jovens enólogos tratam de buscar um espaço e que com técnicas mais modernas, estão começando a deixar suas marcas na região.

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Na Valpolicella elaboram-se diferentes estilos de vinho, porém dois se destacam: o Amarone e o Recioto. Ambos são elaborados principalmente com a Corvina Veronese, a Rondinella e a Molinara.
Geralmente, encontram-se vinhos mais leves, vinhos que se destacam por seus aromas de fruta, vinhos para serem consumidos jovens e que são comercializados poucas semanas após concluídas as vindimas. Estes são os denominados “ vinho novelo”.

A elaboração do Amarone
090110 Cantina Alberto Vaona 28A Valpolicella e seus vinhos vêm caminhando juntos ao longo da história. Seu excepcional microclima e a criatividade, unidos `a longa tradição de seus viticultores, têm permitido a esta região criar vinhos tão inimitáveis como o Amarone e o Recioto.

Estes vinhos elaborados a partir de uvas passas, previamente desidratadas na bodega, são uma verdadeira joia – ainda que há algum tempo o Amarone fosse considerado um vinho pesado e não muito interessante – atualmente, é um vinho equilibrado e elegante.

A elaboração do Amarone começa com a desidratação da uva após a vindima. Isso é realizado em bodegas frescas, porém não muito úmidas, denominadas fruttai. Nelas, com a temperatura e a umidade controladas, acontece a desidratação progressiva e cuidadosa das uvas.
A temperatura é mantida entre 10 e 15ºC. E a umidade em torno de 40 e 45%. O ar é renovado continuamente para facilitar a desidratação e melhorar as condições sanitárias da uva, evitando a proliferação de mofo.

No período de dessecação, a uva perde 40% de líquido. O que justifica os elevados preços dos vinhos. Consequentemente, a perda de água aumenta a concentração de açúcar, entre 25 e 30%. Aumentando a graduação alcoólica do vinho, que oscila entre os 14 e os 16°, com açúcares residuais em um máximo de 12 g/l. Se a concentração de açúcar mantiver-se acima do indicado, o vinho produzido passa a denominar se Recioto dela Valpolicella, um tinto doce de características diferentes das do Amarone.

Uma vez terminada a desidratação, procede-se a fermentação da uva. Será feita 4 meses após a vindima, aproximadamente no mês de fevereiro. A fermentação deve durar perto de 30 dias.
Logo, o vinho descansará em barris de carvalho para completar sua crianza e sua vinificação.

Neste caso, e ao contrário do que se costuma fazer na maior parte de vinhos de uva passificada. Utilizam-se exclusivamente variedades locais e tintas. O que aporta ao vinho características únicas. O resultado é um vinho com muita cor e corpo. Ligeiramente doce e balanceado entre o teor de álcool, acidez e conteúdo de açúcares. O que lhe aporta um equilíbrio singular.

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