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Até o ano 2006, a Nova Zelândia não tinha uma lei que protegesse a origem de seus vinhos. Era um setor pouco desenvolvido, porém seu crescimento e a abertura para o mercado internacional condicionou a criação de uma lei do vinho, pela qual se definiram as regiões de produção e as características de rotulagem, tomando como modelo as normativas de países com os quais se pretendia ter maior intercâmbio comercial e procurando adaptar-se a elas

A Nova Zelândia encontra-se em pleno desenvolvimento vitivinícola. Conta com diversas regiões que paulatinamente vão se juntando em novas zonas, o que nos indica que ainda há muito para descobrir deste singular país. Estas regiões têm uma grande diversidade de climas e condições de solo. Essas diferenças ficam evidentes, por exemplo, nos períodos em que, para uma única variedade, o tempo de colheita varia de 6 a 7 semanas.

Ilha Norte
Seu clima é mais cálido que o da Ilha do Sul, o que a faz mais apta para o cultivo de certas variedades tintas, como a Merlot e a Cabernet Sauvignon. Na Ilha Norte, encontram-se duas das principais regiões vitivinícolas deste país em produtividade: Hawke’s Bay e Gisborne.

Northland
Os primeiros vinhedos foram plantados nesta região perto de 1819. Porém, a produção do vinho quase não se desenvolveu até que, recentemente, começou-se a empregar esforços para gerar um crescimento maior nesta região, que mesmo havendo evoluído, continua sendo a menor região vitivinícola da Nova Zelândia. É uma das regiões mais cálidas, sendo as variedades mais comuns a Cabernet Sauvignon, a Merlot e a Chardonnay. Os vinhedos estão situados em terrenos planos ou pequenas ladeiras, com solos de composição diversa.

Auckland
Henderson, Kumeu e Huapai estão ao noroeste da cidade de Auckland e constituem os distritos produtores de vinhos mais tradicionais desta região. Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay são as variedades mais comuns por lá, mas a Sauvignon Blanc, Sémillon e outras variedades brancas vão sendo cada vez mais plantadas. Os vinhedos estão situados, em sua maioria, em zonas com clima mais seco e nas terras mais planas da costa leste. Esta região ganhou fama de produzir vinhos de qualidade com Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.

Waikato / Bay of Plenty
Esta região está situada ao sul de Auckland. É pequena, mas em vias de expansão. Geralmente, seus vinhedos localizam-se no meio de fazendas do mais importante setor pecuário. A produção de vinho é principalmente a variedade Chardonnay, seguida pelas Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc. Esta região tem clima meio cálido para o padrão do país.

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Gisborne
Localizada ao extremo leste do país, onde os vinhedos recebem uma importante insolação e situam-se em uma ampla planície, próxima à costa protegida por montanhas no lado oeste. A variedade Chardonnay ocupa mais da metade dos vinhedos nesta região, dando a ela o nome de capital da Chardonnay da Nova Zelândia. O restante das plantações é predominantemente de vinhos brancos, com somente 10% de vinhos tintos.

Hawke´s Bay
É a segunda região vitivinícola em tamanho da Nova Zelândia, com mais de cem anos de história. A topografia variada permitiu plantar uma ampla gama de variedades. Existem cerca de 22 tipos de solo nesta região, o que lhe confere uma variedade singular de vinhedo. A Chardonnay é a mais plantada, mas também são produzidas a Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Syrah e Pinot Noir.

Wairarapa
Esta região fica no extremo sul da Ilha Norte. Ao sul da ilha, possui um vinhedo pouco estendido. É pequena em relação ao volume de produção, mas caracterizou-se por elaborar vinhos de alta qualidade. A área de maior importância está ao redor de Martinborough, e a variedade mais plantada é a Pinot Noir, que tem excelente reputação. Também são elaborados vinhos brancos de Chardonnay, Sauvignon Blanc e Gewürztraminer.

Ilha Sul
Trata-se da ilha mais importante no aspecto vitivinícola. Conta com uma importante superfície de Sauvignon Blanc, convertendo-se no varietal que deu fama internacional aos vinhos neozelandeses no mundo inteiro.

Nelson
É a oitava região vitivinícola em tamanho do país, situada no extremo norte da Ilha Sul. As montanhas do Oeste protegem os vinhedos das chuvas, enquanto a costa ajuda a moderar as temperaturas extremas. Oitenta por cento das vinhas desta região são compostas pelas variedades Chardonnay, Sauvignon Blanc Riesling e Pinot Noir.

Marlborough
As primeiras vinhas se estabeleceram em 1973 e poucos pensaram que esta região chegaria a ser a maior e mais reconhecida do país em menos de 20 anos. Suas terras excelentes, somadas ao sol abundante e às noites frias, fazem dela uma das melhores para o cultivo da Sauvignon Blanc, que é a mais plantada, seguida por Chardonnay, Pinot Noir e Riesling. A região também ganhou reputação pela elaboração de vinhos espumantes.

Canterbury
Esta região está dividida na periferia da cidade de Christchurch, estabelecida desde 1970, e mais recentemente no vale de Waipara, aproximadamente a uma hora de viagem ao norte da cidade. Caracteriza-se por ser relativamente temperada, com verões prolongados e secos. Waipara tem estas condições por estar protegida pelas montanhas da costa. A Chardonnay e a Pinot Noir são as variedades mais plantadas, correspondendo a 60% do total de plantio. Outras variedades são a Riesling e a Sauvignon Blanc.

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Central Otago
É a região que apresenta maior altitude e está localizada mais ao sul do país, sendo conhecida como a região de “vinhos com altura”. Tem um clima continental e ampla diversidade de solos. Pinot Noir é a variedade predominante da região, seguida por Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling.

Matahiwi Estate Winery
Matahiwi Estate está no “coração” da zona vitivinícola de Wairarapa. Trata-se de uma região vitivinícola que recentemente vem ganhando muita atenção na Nova Zelândia, pela qualidade de seus vinhos. Esta bodega familiar orgulha-se de seus vinhos, que são, sem dúvida, fruto do talento e trabalho de uma equipe bem liderada pelo proprietário, Alastair Scott, e sua enóloga, Jane Cooper.

Alastair Scott nasceu em Wellington (NZ). Durante anos, dedicou-se à bolsa de valores em Londres e Tóquio, até que no fim dos anos 1990, o sonho que estava na sua cabeça durante anos começou a tomar forma, com a plantação dos primeiros vinhedos, em 1998. A partir daquele momento, seguiu desenvolvendo o seu vinhedo, como base sólida, para posteriormente elaborar seus vinhos. Em 2002, a enóloga Jane Cooper começou a trabalhar com Alastair no projeto de sua bodega e vinhos. Em 2003, iniciou-se a construção da bodega e o primeiro vinho foi elaborado em 2004.

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O vinhedo é, desde a origem em Matahiwi Estate, o “ponto chave” do projeto. Diferentes técnicas de viticultura são testadas continuamente. A bodega conta com a certificação de viticultura sustentável da Nova Zelândia (Sustainable Winegrowing New Zealand, mas, sem dúvida, sua maneira de interpretar o cultivo do vinhedo, buscando a mínima intervenção, junto com a meticulosa atenção para determinar a melhor data para a vindima, são as grandes responsáveis por vinhos equilibrados e textura aveludada.

A ave Fênix personifica a renovação, e Matahiwi Estate decidiu utilizá-la como logomarca, simbolizando o renascimento da elaboração do vinho no norte de Wairarapa, depois do período de proibição iniciado no princípio do século XX que, durante várias décadas, não permitiu o consumo ou produção de álcool na Nova Zelândia.

Os Vinhos
Vintage 09 - 16Nesta seleção Grandes Vinhos, e como continuação da Seleção Mensal, apresentamos estes dois vinhos exclusivos, Holly Pinot Noir e Holly Sauvignon Blanc. Dois vinhos premium da bodega Matahiwi Estate Winery, que são uma homenagem à filha do proprietário, Holly. A enóloga da bodega, Jane Cooper, colocou meios, conhecimento e sensibilidade para elaborar estes dois vinhos fantásticos, procedentes de um vinhedo exclusivo que a propriedade possui em Wairarapa, e que são pura expressividade varietal.

Esta seleção de vinhos é elaborada em quantidade muito limitada, e conseguimos reservar uma parte significativa da produção para nossos associados. O Holly é um vinho único, que manifesta com qualidade a singularidade da terra de onde provém, e acumula grande quantidade de prêmios e reconhecimento internacionais.
Os vinhos que estamos apresentando neste mês são surpreendentes, deliciosos, amáveis, sofisticados, profundos e elegantes.

Acesse a ficha técnica desses vinhos aqui:

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