ENVEROMesmo autóctone da Rioja, esta variedade tinta é uma das que melhor superfície de vinhedo ocupa nesta região.

A Graciano caracteriza-se por ser uma variedade pouco produtiva, que produz vinhos de muita coloração (vermelho vivo), importante acidez e um abundante e peculiar aroma. Por isso, em princípios do século, era citada como a variedade que “dá a graça aos vinhos da Rioja”.
Trata-se de uma variedade pouco estendida nas zonas vitivinícolas, que complementa muito bem a Tempranillo para o envelhecimento, o que está convertendo-a em uma variedade do futuro para a Rioja, onde a superfície de cultivo aumentou consideravelmente nos últimos anos, mesmo que sem alcançar o protagonismo que teve antes da filoxera.

Necessita de solos argilo-calcários; de certa frescura e apresenta uma certa resistência a doenças como mildiu e oídio. É de baixa fertilidade e de amadurecimento tardio. Oferece vinhos com importante acidez e conteúdo polifenólico, ideais para a crianza, cujo aroma é muito peculiar, superior em intensidade em relação às outras variedades da Rioja.

Trata-se de uma variedade vinda da Rioja. Que, por suas características enológicas, foi apreciada no passado com grande difusão. Cultivando-se de maneira minoritária com uma grande variedade de semelhantes em diferentes regiões do mundo; Bastardo Nero, Bordelais, Cagnolale , Cagnovali Negro, Cagnulari, Cagnulari Bastardo, Cagnulari Sardo, Caldaredou Caldarello, Cargo Muol, Couthurier, Graciano Tinto, Gros Negrette, Minustello, Morrastel, Tinta do Padre Antonio, Tinta Miuda, Tintilla, Xerez, Zinzillosa.

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Texto: Alberto Pedrajo