Quantas calorias tem uma taça?

O mundo ocidental e principalmente os Estados Unidos, vive uma forte cruzada contra o excesso de peso. Em 2011 e seguindo essa tendência, sob a administração de Barack Obama, a FDA – Food and Drough Administration – aprovou um protocolo no qual os restaurantes estão obrigados a indicar as calorias de seus pratos. Porém, se naquele ano a medida causou muito tumulto, foi porque, principalmente, a regra não contemplava bebidas.

Após alguns anos de debate, a FDA as incluiu.  Em março deste ano passou a vigorar a nova regra e os restaurantes com mais de trinta locais como é o caso do Morton´s Steakhouse e o Olive Garden devem ter no cardápio as calorias das bebidas também.  Portanto, no momento de escolher um prato e revisar a coluna dos preços, pelo menos nos Estados Unidos, será possível verificar também as calorias: um tinto seco, tem aproximadamente umas 120, enquanto que um branco – aproximadamente 70 e os doces podem ter mais que o dobro disso. Qualquer que seja o caso, uma coisa é certa: na guerra contra o excesso de peso, para alguns países o vinho pode estar na fila dos inimigos.

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Uma mosca ameaça a Europa

O mundo globalizado, com seus containers cruzando os oceanos e milhões de passageiros viajando em aviões diariamente, supõe um grande desafio para o combate ás pragas, porque sua difusão é rápida e difícil de prever. Este é o caso de uma nova mosca das frutas que ameaça o vinhedo europeu. Chamada Drosophila suzukii, a mosca de asas pontudas, originária da Asia, foi descoberta por primeira vez no velho continente em 2008 nos portos da Espanha e Itália. E sem dúvida, na colheita de 2014, que foi humeda e complicada em muitos países, a presença da mosca se notou.

O problema é que a mosca deposita seus ovos nas uvas sãs; e depois as larvas se alimentam do mosto do interior da uva. O assunto é grave. Basta um grão podre para arruinar litros de vinho. A mosca, por sua vez, supõe um problema de difícil solução se observou recentemente. Especialmente em função da proliferação de vinhedos biodinâmicos na Itália e França. Porque esses não contam com ferramentas de controle.  Neste momento a sobra dessa mosca é uma ameaça real sobre os vinhedos do velho continente.

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Texto: Joaquin Hidalgo