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As Marias
Já seria de se esperar que um nome bíblico, famoso e tão popular como Maria (versão latinizada de Miriam, nome hebraico da mãe de Jesus) fosse bastante replicado.
E ele foi: na esfera industrial, temos a maria-fumaça; na botânica, a maria-sem-vergonha; como expressão idiomática, a maria-vai-com-as-outras. Claro que a Maria invadiu o mundo da culinária também.

Banho-Maria é uma técnica de cozimento bem conhecida em todas as cozinhas do planeta, utilizada no preparo de alimentos que não podem entrar em ebulição, como caldas, enformados com ovos, pudins, ou para derreter chocolates, citando alguns. Basta colocar um recipiente com o alimento dentro de outro recipiente maior e cheio de água quente. Diz a lenda que o nome refere-se à inventora do processo, uma alquimista judia chamada Maria – por acaso, irmã de Moisés, líder hebreu que viveu entre os séculos XIII e XIV a.c.. Mas também há quem diga que é uma menção à Virgem Maria, símbolo de docilidade. A expressão é mais conhecida universalmente como bain-marie, sua forma francesa.

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A Maria-Mole permanece uma incógnita em relação à sua origem. A única certeza é que estamos falando de um doce tipicamente brasileiro, feito com açúcar, claras em neve, gelatina incolor e geralmente coberto de coco ralado. Uns dizem que foi a escrava Maria, dos tempos do Brasil Colônia, que criou a receita para substituir o sorvete. Isso porque o cargueiro que trazia gelo dos Alpes desapareceu, frustrando a família real portuguesa. Outros dizem que a Maria-Mole nasceu em São Paulo com descendentes de italianos que produziam doces. Bem, seja quem for o responsável, os fãs agradecem.

Quanto à Bolacha Maria, sabe-se exatamente quando, onde e como surgiu: em 1874, por ocasião do casamento entre o segundo filho da Rainha Vitória do Reino Unido, Alfredo, duque de Edimburgo, e a grã-duquesa Maria Alexandrovna, da Rússia. Os fabricantes de cookies, Peek Freans, resolveram homenagear a noiva criando um novo tipo de biscoito, fino e redondo, com frisos decorativos e o nome Maria do centro. E acertaram na mosca: hoje, até no Japão são produzidas bolachas iguais. Farinha de trigo, açúcar, óleo e essência de baunilha são seus ingredientes, e é muito usada em sobremesas e papinhas de leite. Seu sabor delicado continua a agradar aos nobres e plebeus contemporâneos.

Texto: Fabio Angelini

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