A bodega, situada sobre a impressionante colina de Castelvecchio, propriedade da família desde 1962, foi adquirida pelo avô dos atuais proprietários, Renzo Rocchi, que na época a reconstruiu, pois estava abandonada e em ruínas.

O lugar pertenceu à ilustre família Cavalcante, e consta em documentos, desde 1189, que foi restaurada, destruída e reconstruída em muitas ocasiões até que, em princípios do século XX, transformou-se em uma granja com um frondoso bosque, que progressivamente foi abandonado.

Da colina já se observa a majestosa bodega, que está completamente rodeada de vinhedos e oliveiras pertencentes à Família Rocchi, em San Pancrazio, no município de San Casciano Val di Pesa, a somente 20 km de Florência.

Todos os seus vinhedos encontram-se dentro da D.O.C.G. Chianti, mais concretamente na sub-região de produção propriamente denominada Chianti Colli Fiorentini (Colinas de Florência). Stefania e Filippo Rocchi dirigem a bodega e,
sem dúvida, sua qualidade humana e sua paixão pelo trabalho
estão refletidas em seus vinhos.

Nossa Seleção Grandes Vinhos Il Brecciolino é um claro exemplo do que esta família é capaz de fazer.
A bodega conta com 73 hectares, dos quais 30 são dedicados ao cultivo do vinhedo, tanto de variedades brancas como tintas. O clima é bastante suave, no inverno as chuvas são frequentes e com fortes quedas de temperatura.

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Os Apeninos protegem toda a Toscana dos ventos frios do Nordeste. A maior parte do solo é formada por argila, mas também há cascalho (Brecciolino), o que permite uma drenagem perfeita e melhora muito as condições para o cultivo da uva.

Todos os vinhos tintos da bodega são elaborados em cubas de aço inoxidável. Porém, após a fermentação alcoólica, são envelhecidos por no mínimo oito meses. A bodega conta com um enólogo de grande prestígio na Itália  Luca D’Attoma, cujos vinhos são reconhecidos internacionalmente por serem capazes de refletir ao máximo a expressão de sua origem.

Supertuscan , sim ou não?

Em outra ocasião, falamos da sensação de revolução que sentíamos nos últimos anos na Toscana, desde o aparecimento dos “supertuscan” . Depois dos anos 1980, nada voltaria a ser igual naquelas terras.

A primeira mudança produzia-se com os varietais internacionais que vinham a dar força e impacto aos vinhos acompanhados de uma madeira contundente, e deixavam de lado a autóctona Sangiovese, que para muitos era pouco capaz por sua leveza. Surgiram então incríveis e excepcionais vinhos, como o Sassicaia ou Tignanello.

Mas como todas as modas, creio eu, chegou o momento da evolução. Ou melhor dito, da revolução, que veio com a elegante Sangiovese. É evidente que as tendências de mercado vão migrando para vinhos mais finos, elegantes e longos, de consumo de garrafa e não de taça. E é aqui que esta variedade ocupa seu lugar, mesmo que, complementada com variedades como a Cabernet Sauvignon, a Merlot ou a Petit Verdot. Criando vinhos com caráter firme, mas com a elegância e a sutileza reinventadas com essas variedades.

Então, o que é um “Supertuscan”, agora? Ainda não está claro. Acredito que ainda estão definindo o que talvez seja a nova geração destes vinhos. Por essa razão, estamos apresentando, nesta ocasião, não somente um supertuscan, mas sim um supervinho, que é pura elegância.

Notamos que, no geral; aqueles vinhos potentes, com bom tanino, ótimo corpo, frutados, com aromas elegantes de carvalho novo e uma qualidade “médio-alta”; que ainda existem e existirão, progressivamente convertem-se em elegantes vinhos de corpo médio-alto, frutados, frescos e com um conteúdo de madeira equilibrado que respeita, no conjunto, o vinho.

E isso é precisamente o que entendemos que representa a Obra-Prima deste mês. O Il Brecciolino 2011, um supertuscan de última geração.

Texto:Alberto Pedrajo

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