trufas

Trufa: duas sílabas de dar água na boca
Muitos de nós já se lambuzaram com trufa de chocolate. Não aquela de cobertura hidrogenada e um exagero de doce; que invadiu restaurantes e padarias em cestinhas ao lado dos caixas, vulgarizando uma preciosidade. Mas sim aquela artesanal e polpuda. Com os chocolates meio amargo e ao leite bem balanceados, salpicada com cacau em pó.

Originalmente, porém, a trufa remonta ao tempo dos sumérios, em torno de 1.700 a.C., e designa um gênero de fungo subterrâneo comestível, a espécie mais rara de todos os cogumelos, cobiçada por profissionais da gastronomia e consumidores em boa parte do mundo.

Tanto a chamada trufa branca (Tuber magnatum) quanto a trufa negra (Tuber melanosporum) são dotadas de sabor forte e aroma de terra, e as melhores chegam a custar 20 mil reais o quilo. Mas finamente fatiadas, entram como o ingrediente mágico que transforma carnes selvagens em pratos delicados e confere um sabor ímpar ao cobrir massas e risotos. São particularmente apreciadas na companhia de bons vinhos e champagnes.

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Embora bastante energética, esta trufa é cheia de proteína natural e não engorda. Já o mesmo não se pode dizer de sua homônima da chocolataria. Que recebeu o mesmo nome pela semelhança no formato e refinamento. Segundo a literatura; ela surgiu acidentalmente na Áustria do século XIX. Quando o chef da corte errou ao preparar a sobremesa, no banquete oferecido a um príncipe russo.

Texto: Fábio Rodrigues Angelini
Fotos: banco de imagens

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