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Os russos da madrugada
Arremates perfeitos como o jazz e o blues, White e Black Russian representam os irretocáveis coquetéis de fins de noite próximos à perfeição.

Coquetéis são versáteis a ponto de existirem momentos certos para sua apreciação. E quem nunca desejou algo para a madrugada diferente de tudo o que se bebeu até então. Uma bebida de meditação que inspirasse noites com encerramentos musicais como no cinema.

Tudo começou na década de 1930. Quando a vodka estava começando a se espalhar do leste para o oeste do mundo. Nessa época havia um drink chamado “Russian”. Que continha vodka, gin e creme de cacau. Quando se adicionava creme de leite na mistura, ele passava a se chamar “Barbara”. Que mais tarde ficou conhecido como “Russian Bear”.  Dele, se derivou primeiramente o Black Russian. Que é composto por apenas vodka e licor de café. E em seguida, apareceu entre os imigrantes russos de Nova York, o White Russian. Onde as medidas mudam e o creme de leite é acrescido ao topo do coquetel.

O diferencial destes coquetéis é a alquimia entre uma boa vodka russa e o notório licor da Pernod Ricard, Kahlua. Segundo a história, o nome foi escolhido como uma característica de sua originalidade, significando “Casa de Acolhua” – uma referência ao nome do lugar, que na língua Nahuatl foi aplicado antes da conquista espanhola, para nomear a ilha em frente ao porto de Veracruz, onde mais tarde foi localizado o Fort San Juan de Ulua.

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Tradicionalmente, o licor é feito a partir de grãos de café arábica cultivados nas montanhas de Veracruz, perto do estado de Puebla, México. Em uma base de aguardente de cana e rum de alta qualidade, adicionam-se essências naturais de café, além de baunilha e cacau torrado, que são misturados ao açúcar e mel.  O produto final traz um sabor doce de cor âmbar escuro e brilhante, com notas de cacau e baunilha, levemente adstringente.

Pode-se dizer que o White Russian é o irmão mais novo do Black Russian. Aparece como o coquetel favorito do cultuadíssimo filme “O Grande Lebowiski”, interpretado comicamente por Jeff Bridges. O personagem é um russo “viajandão” que bebe White Russian desde o café da manhã até altas horas de seus loucos dias. No início da década de 80 ambos os coquetéis tiveram seus receituários imortalizados como clássicos da International Bartenders Association. Cheers!

O BLACK RUSSIAN é montado no copo old fashioned repleto de pedras de gelo, com 7/10 de vodka e 3/10 de creme de café Kahlua. Já o WHITE RUSSIAN deve ser montado da mesma forma, com os ingredientes servidos na sequencia: 5/10 de vodka, 3/10 de creme de café Kahlua e, por fim, cuidadosamente, acima de uma colher bailarina próxima ao líquido, adicione creme de leite fresco sem misturar. A intenção é que o próprio degustador mexa a gosto com um stir, homogeneizando as bebidas do coquetel.

Texto: Rick Anson

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