Texto: Alberto Pedrajo

Taste 2015 Chenin Blanc | Wellington | África do Sul

Taste 2014 Shiraz | Cabernet Sauvignon | Wellington | África do Sul

 

O vinho na África do SulWellington-image-large
Superfície de vinhedo: 133.000 hectares
Ranking mundial superfície de vinhedo: 12º

Volume de vinho produzido: 11.000.000 hl
Ranking mundial por produção de vinho: 7º

Dados OIV 2015

 

A África do sul tem estilo próprio

Faz tempo que a África do Sul deixou de olhar para outros países produtores em busca de uma referência ou fonte de inspiração para elaborar seus vinhos. O país, como em um verso solto, se encaixa dentro do universo vitivinícola com seu próprio estilo. Estilo esse que outros países produtores deveriam anotar.

Desde que Jan Van Riebeeck, fundador da Colônia do Cabo, plantou a primeira cepa em Table Mountain em 1656, este país soube fazer sua própria história, procurando há alguns anos a elaboração de vinhos acessíveis, que nasceram a partir da demanda do consumidor e com o principal objetivo de satisfazer o cliente. Vinhos singelos, porém não simples, fáceis de beber, mas com caráter, materializando a fusão entre o vinho e o consumidor. Vinhos hedonistas, cujo único objetivo é que sejam desfrutados pelo consumidor sem a necessidade de explicações com palavras complexas para compreendê-los.

O vinho, não podemos esquecer, é um produto elaborado para desfrutar e não para assustar. Porque é assim que se sente o neófito: assustado, com medo e insegurança diante de uma garrafa de vinho. Quando recebe sinais complexos e não é capaz de interpretá-los e entendê-los. Esse desconforto, a que submetemos o consumidor, afasta-o do vinho. Chegamos ao ponto forte das bodegas da África: são capazes de utilizar uma linguagem visual solta, transmitindo ao consumidor a informação necessária de maneira simples, direta e amável, facilitando a seleção do vinho.

Poderíamos pensar que a África do Sul não elabora vinhos e sim refrescos, mas não podemos confundir a vontade de satisfazer o consumidor com a elaboração de vinhos vulgares. Na África há lugar para tudo e suas bodegas de prestígio são capazes de competir com qualquer bodega do mundo em qualidade. É difícil encontrar um país produtor que consiga se adaptar tão bem ao que o mercado demanda. A África do sul é puro dinamismo enológico.

Assim são os vinhos que estamos apresentando neste mês na nossa Seleção Mensal.  “Taste” em inglês significa gosto, paladar, sabor e catar. Estes são vinhos que convidam de maneira leve, com uma imagem e nome sem castelos ou marqueses de quinta geração.

Chenin Blanc
A Chenin Blanc é a rainha das variedades da África do Sul em superfície de plantio, mesmo havendo sofrido um declínio devido à reestruturação dos vinhedos no país. Essa redução aparentemente caiu bem, já que essa variedade anteriormente não despertava tanto interesse como agora desperta nos produtores de maior prestígio no país, melhorando seu posicionamento.

Original do Valle do Loire na França, é uma varietal que necessita um clima cálido para favorecer a intensidade de seus aromas primários com uma fruta intensa e reduzir sua acidez.

Na África do sul é conhecida como Steen, sendo esse um dos seus muitos sinônimos: Pinot Blanco (Argentina), Pineau Vert (Vendée), Rousselin (França), Tite de Crabe (Teta de Cabra) (Provence), Pineau (Loire e  d’Anjou).

A Chenin Blanc apresenta geralmente cor amarela. Com tênues notas de verde combinadas com alguns reflexos dourados. Na cata é pura expressão. No nariz destacam-se o melão, o abacaxi, a manga, meles de flor branca e frutas secas. A boca da Chenin Blanc dependerá, em maior peso, do equilíbrio entre a acidez e o grau alcoólico que, quando alcança o seu ponto ótimo, ressalta as notas de abacaxi, melão e frutas secas com mel. Se a maturidade é excessiva, a acidez cai e o vinho torna-se pesado e excessivamente melado.

É comum sua mistura com outras brancas e tintas, já que seu perfil aromático e seu equilíbrio na boca colaboram com o reforço de outras varietais, como por exemplo a Chardonnay.

Não é habitual sua “crianza” em barril. Sendo um vinho destinado principalmente ao consumo jovem. Mas cada vez mais é possível encontrá-lo criado em barris de monovarietal ou coupage. Sua boa acidez faz com que se desenvolva bem em garrafa. Proporcionando ao vinho uma boa longevidade.

Truter Family Wines

Truter Family Wines, como o nome indica, é uma bodega familiar. Onde os proprietários Celeste e Hugo Truter, ambos enólogos, elaboram seus vinhos para que sejam desfrutados a cada taça com amigos e familiares. Assim nasceu o Taste, um vinho pensado e produzido para qualquer momento. Do tipo de vinho que dá vontade de beber sem precisar pensar em nada além de querer um branco ou um tinto. Um vinho para qualquer ocasião, para compartilhar.

Truter Family Wines é um projeto muito pessoal, que começou em 2011, quando os Truter decidiram criar seus próprios vinhos, com as variedades e vinhedos que, durante anos, foram conhecendo, enquanto trabalhavam para outras bodegas. E é isso que nos apresentam nesta seleção: dois cortes clássicos da África do Sul – um vinho branco 100% Chenin Blanc e um tinto coupage de Shiraz e Cabernet Sauvignon.

Acesse a ficha técnica do Taste Chenin Blanc aqui.

Acesse a ficha técnica do Taste Shiraz e Cabernet Sauvignon aqui. 

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