Texto : Fábio Angelini

Desde que aprendemos o que é música e passamos a decodificar fala, escrita e melodia, já ouvimos muitas composições inspiradas em comidas e bebidas. Em português ou em outros idiomas, de vários ritmos e épocas. O alimento também foi objeto de obras antológicas. Como “A Taste of Honey”, dos Beatles, e o chorinho “Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu. Discografia e gastronomia sempre rimaram, seja com o Supertramp (“Breakfast in America”, 1979) ou com o Titãs (“Comida”, 1987).

Mas isso não é nada, comparado com certos nomes de bandas e grupos que, mesmo não afinando nosso apetite musical, parecem grudar na memória: Joelho de Porco, Red Hot Chilli Peppers, Chiclete com Banana, The Cranberries. E ainda outros, que as novas gerações desconhecem, mas fizeram história. Entre eles, o Trio Mocotó, nascido na boate paulistana Jogral e que, em parceria com Jorge Ben, criou o samba rock. Detalhe: mocotó, em 1968, era o apelido dado ao joelho feminino, recém-desnudado pela minissaia.