Na onda de Harvey WallbangerHARVEY WALLBANGER

Famoso por ser um dos poucos surfistas a desafiar os havaianos, o lendário Harvey imortalizou a reinvenção do Screwdriver com um toque sutil de baunilha  

Os verões californianos tiveram como trilha sonora, durante os anos 1950 e 1960, lendas da surf music como Dick Dale, The Shadows e Beach Boys. Contudo, o início dos anos 1970 foram marcados pelo exagero no mais libertário estado do oeste americano. Como a maioria dos coquetéis, onde há sempre muitas perguntas não respondidas e histórias mal contadas sobre sua origem, este não é uma exceção. Duas versões aparecem comicamente no ideário popular da mixologia, uma delas defendida pelo maior historiador desse segmento, o professor e jornalista David Wondrich.

O coquetel teria sido criado pelo barman Donato “Duke” Antone, no bar Blackwatch, em Los Angeles. Precisamente no ano de 1952. Seria uma homenagem ao surfista Tom Harvey. Amante dos screwdrivers (hi-fis), que teria após uma longa bebedeira tentado atravessar uma parede. Tamanha a embriaguez. Na verdade, Duke, um apaixonado pelos licores italianos havia dirigido uma escola de mixologia em Hartford, Connecticut. Tendo inclusive atuado como mixologista profissional para a corporação que envolvia a Smirnoff naqueles tempos.

Outra versão relata que, na mesma Califórnia, havia um surfista chamado “Harvey”. Conhecido como um dos poucos a surfar tão bem quanto os havaianos. Frequentador assíduo do bar The Office bar, em Newport Beach. Por apreciar muito a mistura de suco de laranja e vodka. Mas com um toque de licor de baunilha, tomava notórios porres e certo dia. Após perder um campeonato, foi até o bar para uma desforra. Depois de vários drinks preparados pelo bartender Bill Doner, Harvey tentou sair do bar e bateu de cara na parede. Estava muito embriagado. Daí surgiu o termo “Wallbanger”, que por sua vez deu origem ao nome do coquetel e toda a lenda.

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A versão mais aceita é a primeira. Visto que Duke foi tri-campeão mundial de coquetelaria e seu neto afirmou que a história da homenagem possui um apelo de marketing parcialmente inventado pelo seu avô barman. O que importa é que a ideia de atenuar a acidez da laranja com a baunilha é brilhante, sutil e inevitavelmente inebriante. O suficiente para se tornar um clássico da IBA. E no dia 8 de novembro pessoas de toda a América celebram o National Harvey Wallbanger Day misturando os seus ingredientes em um divertido feriado não-oficial. Cheers!

O HARVEY WALLBANGER leva 6/10 de suco de laranja, 3/10 de vodka e 1/10 de Galliano – licor de baunilha. Deve ser montado no copo highball collins com gelo, e decorado com fatias de laranjas e uma cereja em conserva com cabo. Trata-se de mais um coquetel oficial da IBA.

Texto: Rick Anson

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