1 (10)Aqui estamos na bela França, concretamente em uma região onde os vinhedos estão voltados para o mediterrâneo, no Languedoc-Rosellón.

Ampla região vitivinícola limitada pela Espanha ao oeste e pelo Mediterrâneo (no golfo de Leão), e pelas regiões francesas de Provenza-Alpes-Costa Azul, Ródano Alpes, Auvernia e Midi-Pirineos. Conseguem imaginar o cartão postal?

É uma delícia percorrer estas terras durante o verão, descobrindo paisagens de bucólicos vinhedos e pequenos povoados encantadores onde moradores refletem o “bont vivant”. Perfeito par desfrutar dos prazeres da boa mesa e do vinho junco com os humildes porém orgulhosos produtores.

A origem deste vasto vinhedo do sul da França se perde no tempo. Considera-se que estas nestas terras foram plantados os primeiros vinhedos pelos gregos no século VIII a.c..  Por isso, os galos tiveram seu primeiro contato com os vinhos do metiterraneo há muito tempo, pois os gregos comerciavam com o vinho antes do seu cultivo nesta região.

Naquela época os celtas do interior ainda não haviam chegado ao sul da França, que estava habitado pelos iberos do norte da Itália e da Espanha e que também eram conhecedores das virtudes do néctar que os gregos trouxeram nas suas costas. Mas foram os romanos os que desenvolveram a produção na região, chegando inclusive a competir com a potente viticultura da Itália na época.

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Com um clima excessivamente mediterrâneo esta região é uma das mais extensas regiões vitivinícolas da França. Na diversidade do lugar estão albergados aproximadamente 40% dos vinhedos franceses. No passado como aconteceu em outros países produtores como na Espanha ou na Itália, a quantidade da produção brigava com a qualidade dos vinhos.

Mas nas últimas décadas os vinhos de Languedoc-Rosellón renasceram graças ao trabalho de um nutrido grupo de jovens viticultores tanto locais como vindos de outras regiões que vislumbraram uma oportunidade nesta região de diversidade de varietais. E isso junto com o clima mediterrâneo e um amplo e heterogêneo mosaico de solos, despertou o interesse pelos vinhos desta zona. Esta metamorfose no vinhedo de Languedoc-Rosellón está concluída com as superproduções e baixos preços.

1 (26)Até mediados dos anos 70, o sistema produtivo da região estava constituído envolta da produção de vinhos de mesa. 80% onde se dava prioridade aos varietais de alto  rendimento como a Aramon, a Carignan e a Cinsault.

Em 1970 existiam na região 91.000 bodegas. Na maioria de pequeno porte, o que permitia conservar o caráter artesanal na produção de vinho. No meio dos anos 70, a produção regional alcançou seu nível mais alto com 30 milhões de hectolitros. O campo vitícola era de 43.000 hectares. A região de Languedoc-Roussillon representava 45% da produção da Francia, foi naquele momento que a viticultura da região conheceu a prosperidade e modernização. Depois de 1976 a paisagem vitícola regional se transformou.

A viticultura do Languedoc consciente da competição mundial propulsionou e acelerou a reconversão qualitativa do Languedoc-Roussillon. Apostaram na reestruturação do vinhedo com o principal objetivo de produzir vinhos uma relação de qualidade/preço ótima e deixar para traz o vinho vendido a granel. Os consumidores de vinho, ao redor do mundo, tem uma referencia diferente, a chave da entrada internacional é agora o varietal e não tanto a origem.

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Chegou a hora de demonstrar sua capacidade e a qualidade de seu vinhos. Hoje em dia é uma região das mais dinâmicas da França e suas condições climatológicas. Ideias fazem que se trate de vinhedos com maior proporção na agricultura biológica do país. E que supões já quase o 9,8% dos vinhedos da região.

Como dissemos anteriormente. Languedoc-Rosellón, é pura diversidade. Um território onde se cultivam mais de trinta variedades de uvas diferentes. Onde a tradição não é sinônimo de passado e sim de inovação e de respeito com o seu “terroir”. Para os habitantes do lugar, tudo provem da terra e tudo volta para a terra. Por isso os viticultores cultuam seus vinhedos como se se tratasse de uma religião.

Para esta região é reconhecida pelos mais prestigiosos críticos internacionais. Que pronunciam frases tão contundentes como a definição de Robert Parker do seu potencial: “el Languedoc-Rosellón é o novo “El Dorado” dos vinhos do Mundo”, portanto vamos lá”.

Languedoc-Rosellón é a região produtora do nosso vinho francês da Seleção Mensal Three French Hens.

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Texto: Alberto Pedrajo

 

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