café
História e café combinam muito bem em qualquer lugar. Toma-se ouvindo boas histórias e muitas coisas também acontecem em cafés. Nada de mal nisso, mas nem sempre foi assim.

Em diferentes épocas e lugares, a bebida aflorou temores políticos, ideológicos e até questionou-se a ação da bebida para a virilidade masculina. Parece exagero? Bem, pegue sem medo uma boa xícara de café e acompanhe essas curiosidades.

No Oriente Médio, onde tudo começou, homens reuniam-se em casas de café (Kaveh Kanes) para conversar, negociar, ouvir música, jogar xadrez ou gamão – tempos em que o islã permitia essas diversões em Meca. Em Constantinopla (atual Istambul) a primeira casa (Kiva Han, em 1475) gerou outras do gênero, consideradas “escolas”. Mas em 1511 alguns muçulmanos viram no café uma bebida tóxica a ser proibida.

O governador de Meca, Khair Beg, tentou banir essas casas, mas um sultão do Egito declarou a bebida sagrada e mandou executar o governador. Já em 1656, Koprulu, grão-vizir do Império Otomano, fechou-as, julgando nelas vicejarem ideias contrárias ao governo. Os desobedientes eram chicoteados; na reincidência, colocados em sacos de couro e atirados ao mar. Por fim, contentaram-se em recomendar moderação.

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Outra curiosidade se deu na Inglaterra. Mulheres organizaram campanha contra as coffee houses, onde seus maridos – acreditavam – perdiam força viril ao beber café. O temor era de que seus maridos se tornassem uma “raça de miseráveis macacos e pigmeus”.

Hoje as reais propriedades do café estão comprovadas e estamos livres para consumi-lo. Aliás, esse deve ser nosso assunto em breve. Até a próxima xícara…

Texto: Emerson Castro

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