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A culinária brasileira é rica em influências e heranças dos tempos da colonização do país. No Nordeste, mais precisamente no estado de Pernambuco, o Bolo de Rolo evidencia uma dessas heranças. Foi introduzido na gastronomia local pelos portugueses. Os pernambucanos contam que a receita é uma variação da receita portuguesa de Bolo Colchão de Noiva, tradicionalmente recheado com damasco.

“Quando os europeus chegaram no Recife, mudaram o nome da sobremesa para Bolo de Rolo. E, como não tinha damasco no Nordeste, passaram a rechear o doce com goiaba, fruto abundante na região. Daí o carro-chefe passou a ser o de goiabada. O resto dos sabores é invenção para atender a todos os gostos”. Conta Karla Moraes, empresária da marca Bolo de Rolo. Natural de Recife, veio a São Paulo para fazer os bolos no Sudeste, já que percebeu que muitos turistas gostavam de trazer o souvenir para outros estados.

O Bolo de Rolo é totalmente feito à mão, elaborado à base de ovo, manteiga, farinha de trigo e goiabada. A massa é batida e depois espalhada em uma assadeira que vai ao forno. Após isso, é enrolada ainda quente e recheada para não quebrar. Semelhante ao rocambole, com camadas finas de pão-de-ló, o doce foi reconhecido como patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco, em 2007, através da Lei Ordinária nº 379.

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Atualmente, a sobremesa é muito apreciada em vários locais do Brasil, e é possível encontrá-la em várias versões, como de chocolate, doce de leite, morango etc.

Em Pernambuco, uma visita não pode ir embora antes de provar uma fatia de Bolo de Rolo, o que transformou o doce em uma maneira de se estreitar laços de amizade. Uma curiosidade: quando esteve no Brasil, o  Papa João Paulo II, em visita ao Recife, também foi agraciado com uma fatia do doce.

Texto: Amanda Ivanov

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