xicara“Cortem o cafezinho!”. A frase comum – às vezes em tom de piada, às vezes pra valer – é velha conhecida de empresas e instituições, quando os tempos estão mais bicudos. Mas se a gente fizer uma análise, nada faz menos sentido. Sirva-se, e explico o porquê nesta pequena viagem pela estimulante química do café.

A sabedoria milenar já os havia identificado, e a experiência diária dos trabalhadores em plena Revolução Industrial comprovou definitivamente os poderes do café como estimulante.

Não foi à toa: a bebida naturalmente tem alcalóides (cafeína e outros), ácidos orgânicos (como o vanílico), flavonoides, salicilatos, óleos essenciais, vitaminas (nicotinamida, ácido ascórbico, tiamina, riboflavina, caroteno), minerais (cálcio, fósforo, ferro) e outros. De todos esses, a cafeína é a única que permanece inalterada após a torrefação.

O resultado mantém a pessoa “desperta, ativa e de bom humor”. Como explica Darcy Roberto Lima, em artigo publicado em Café e Saúde. (sessão no site da Associação Brasileira da Indústria do Café – ABIC). Segundo ele, a cafeína estimula a vigília, a atenção, a concentração e a capacidade intelectual. Enquanto os ácidos clorogênicos (como os polifenóis) influem no humor, evitando depressão e até o consumo de drogas ilegais.

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Outro especialista. Juliano Ribeiro, doutor em química e pesquisador do IAC – Instituto Agronômico de Campinas. Admite, em artigo para a Revista Cafeicultura, que a ingestão excessiva pode ter efeitos negativos para alguns. Como por exemplo a irritabilidade, agitação, dor de cabeça, ansiedade, insônia e até arritmia cardíaca. Porém, sem excessos, fica evidente que o café não deve ser visto como vilão das finanças empresariais, nem de brincadeira. Muito ao contrário. Se há algo que possa ajudar a dar a volta por cima nessas horas, sem dúvida, é o velho e bom cafezinho.

Texto: Emerson Castro
www clubecafe.net.br 

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