CHUCHU É CHOCHO?

Pode até ser. Chocho, sem atrativos, sem sabor e até feinho, convenhamos. O chuchu tem mesmo essa fama de insosso. Mas é duro na queda.

Prova disso é a sua longevidade: conforme dizem alguns estudiosos, o chuchu já era cultivado no Caribe quando Colombo chegou em terras americanas. Se fosse tão insípido assim, não seria tão cultivado através dos tempos, concordam?

Por isso, vamos nos despir de preconceitos e conhecer um pouco mais deste… Deste… Alguém aí sabe o que é o chuchu? Legume, verdura, talvez? Não. É fruto. Assim como o tomate, o chuchu tem sementes internas encobertas pela parte que comemos (quando comemos).

E, para fazer-lhe justiça, não o chamaremos mais de insosso, mas sim de “discreto”. Afinal, como veremos, o Sechium edule, com seu jeito modesto e quase sempre imperceptível, tem suas qualidades. E não são poucas.

Já colocou um chuchu na dieta?

chuchu

Pra quem deseja emagrecer e nunca pensou no chuchu, vale dizer que é uma ótima opção. Sua quantidade de calorias é insoss… ops, discreta como ele.

Também é pobre em gorduras saturadas e ainda ajuda a controlar o colesterol. Mas vai uma dica: prefira refogado ou cozido, que é mais gostoso – o que talvez ajude a diminuir a sensação de sacrifício.

Se você tem problemas de digestão, chuchu neles! O fruto é riquíssimo em fibras, que também ajudam a controlar o nível de açúcar no sangue – ótima dica para quem tem diabetes -, e contribuem para o coração funcionar direitinho.

Outro elemento abundante no chuchu é a água, que faz dele altamente diurético e, vale lembrar, também é insípida, mas todo mundo ama.

E tem mais: do chuchu se aproveita tudo, acredita? Brotos, raízes, folhas. Os primeiros são ricos em vitaminas e sais minerais.

Já as folhas são boas para fazer um chá diurético que combate o ácido úrico, a pressão alta e ainda deixa calminho. Se você pensou que era só a camomila, é hora de experimentar um chazinho de chuchu.

E o que tem no chuchu?

Um simples chuchu tem bem mais substâncias nutritivas do que a gente imagina. Confira:

  • Manganês: faz as gorduras e proteínas virarem pura energia para o dia a dia.
  • Zinco: esse é bom pra cabeça. Faz bem para o cérebro e contribui muito com a imunidade.
  • Cálcio: fortalece os olhos e combate a osteoporose.
  • Potássio: ótimo para o coração e ainda ajuda a manter o nível da pressão arterial.
  • Ferro: mais força para o seu dia, além de ser ótimo para produzir hemoglobina, que facilita a circulação do oxigênio no sangue.
  • Fósforo: aquele do fosfosol, melhor pra memória que aplicativo de smartphone.
  • Antioxidantes: a turma do nome difícil, que ataca os radicais livres e retarda o envelhecimento – flavonóides, polifenólicos, luteolina e apigenina.

E ainda tem o grupo de vitaminas:

  • B1 (Tiamina): amiga da tranquilidade e redutora de estresse.
  • B2 (Riboflavina): ótima para a cicatrização, crescimento e desenvolvimento.
  • B6 (Piridoxina): anti-inflamatória e contribui para o equilíbrio hormonal.
  • C (Ácido Ascórbico): mais imunidade, menos gripes e inflamações.
  • E (Tocoferol): protege a pele, os cabelos e também retarda o envelhecimento celular, entre outras utilidades.

Como vimos o chocho chuchu não é tão chocho. E se fosse, ninguém ia gostar de ser chamado carinhosamente de chuchuzinho. Que, aliás, é bem melhor que os outros nomes dele. Ou você gostaria que alguém o chamasse de machucho? Caiota? E que tal pimpinela? Achamos que não.

Texto: Renato Soares

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