SiciliaSicília, a maior ilha do Mediterrâneo. É um belo capricho da devastadora capacidade de destruição da natureza. Esta ilha vulcânica repleta de praias lindas, paisagens espetaculares e uma arquitetura interessante. Fruto da mistura de civilizações que habitaram a ilha e da cálida hospitalidade de seu povo. É um destino desejado para todo viajante.

Mas se, além de tudo isso, nos aproximarmos da Sicília para conhecer sua gastronomia e seus vinhos, a viagem será única. Acreditem! É uma  terra de tradição ancestral no cultivo da videira. Onde a origem do cultivo deve-se aos navegantes que dominaram o Mediterrâneo. Para alguns historiadores foram os fenícios. Mas o mais provável é que tenham sido os gregos.

Acontece que tanto os descobrimentos arqueológicos na ilha, quanto os antigos escritos, dão testemunho que os primeiros a cultivarem o vinhedo e elaborarem vinho de suas uvas na Sicília foram eles. O grande Aristóteles narrava, em alguns de seus textos, a existência de um vinho chamado Pollios, honrando Pollis de Agro, mítico tirano.

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O vinho era originário de Siracusa e se popularizou na Sicília nos séculos VLLL – VII a C. Era elaborado com a variedade Byblia, originária da área oriental do Mediterrâneo, mais concretamente dos montes Biblini, na Trácia. Para alguns historiadores, essa foi primeira região vitivinícola da Itália, ainda que, atualmente, algumas descobertas situem a primeira videira italiana na Sicília.

Após os gregos, o Império Romano foi o verdadeiro motor do desenvolvimento da viticultura local, alcançando os vinhos doces da ilha tão prestigiosa e reconhecida em Roma. Mas após a queda do império, o cultivo da videira e a produção do vinho reduziram-se drasticamente, como resultado das diversas e contínuas guerras sofridas na ilha da Sicília.A consequência disso foi o domínio árabe. Os árabes permaneceram nas terras sicilianas do ano 853 até 1123 d.C., e foram eles que introduziram o Moscatel de Alexandria e a passificação da uva,  uma técnica que se mantem até hoje na ilha.

A partir do século XV, os vinhos sicilianos recuperaram seu espaço e seu reconhecimento. Más a época dourada chegaria no século XVIII. Quando os ingleses descobriram as benesses de um  de seus vinhos: o “Marsala”. Por um capricho do destino, John Woodhouse, comerciante de Liverpool, chegou ao porto de Marsala em seu barco. Elisabeth, para refugiar-se de uma tempestade. Regressou para a Inglaterra com o navio repleto desse vinho, que se converteu em um sucesso e iniciou um longo vínculo comercial entre as ilhas.

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Mas a ilha não era conhecida somente pelo seu Marsala. Sua Malvasia de Lipari, o Moscatel de Siracusa, o Moscatel de Noto, o Moscatel e o Passito de Pantelleria são reconhecidas delícias enológicas da ilha. Curiosamente, os vinhos doces sicilianos constituem aproximadamente 64% do total de vinhos com Denominação de Origem produzidos na Sicília. Por outro lado, é verdade que os vinhos amparados por uma Denominação de Origem na Sicília não chegam a 10%.

Esta ilha linda tem uma complexa orografia esculpida por vulcões. E isso gerou uma grande diversidade de “terroirs” em toda a sua extensão. Facilitando o desenvolvimento de uma grande variedade de vinhedos e de estilos de vinhos. E no mês de Abril de 2016, iremos aproximaremos dela para descobrir um pouco mais sobre seus esplêndidos vinhos. Cheios de tradição e história, com esta Seleção Mensal: Ca’ Di Ponti Nero d’Avola 2014.

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Texto: Alberto Pedrajo

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