Mendoza parece viver uma nova juventude.

Onde os novos varietais e os vinhos de coupage começam a se destacar sobre o tradicional monovarietal Malbec, dono e senhor dos vinhos de Mendoza até então.

Muitos produtores e organizações da região continuam potencializando o Malbec como o vinho distinto e emblemático da Argentina, procurando a melhora contínua nos vinhos monovarietais e avançando no desenvolvimento da expressão “terroir” com o Malbec.

Sem dúvida é uma ação louvável e compreensível a de defender o Malbec como o varietal argentino.

Mas não podemos esquecer que, como todos os varietais do novo mundo, sua origem, infelizmente, não é o país andino.

Mas sim a velha Europa.

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Certamente que sua adaptação ao clima do país faz com que apresente características muito concretas.

E que o Malbec argentino tenha tipicidade e singularidade frente aos outros países produtores.

Mas o mesmo ocorre e poderia continuar acontecendo com outros varietais. Segundo o Instituto Nacional de Vitivinicultura da Argentina, no ano de 2014 o Malbec representava 34,27% da uva tinta plantada no país.

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Então, por que não continuar explorando outras possibilidades?

Sem dúvida essa frase é ouvida há anos em Mendoza.

Existe vida depois da Malbec.

 E, com os vinhos que estamos apresentando neste mês, queremos precisamente reivindicar o potencial que outras uvas, não tão cultivadas na Argentina, podem ter.

E têm.

A riqueza varietal da Argentina é grande. Graças a seus imigrantes franceses, espanhóis e principalmente italianos.

Que colocaram o seu grãozinho de areia ao trazer lembranças de sua terra de origem em forma de videiras.

Hoje em dia, o motor que move as novas plantações, a experimentação e a busca de novas fronteiras enológicas, não tem esse ponto de nostalgia que outrora teve.

Agora se baseia no conhecimento do comportamento das variedades de uva em climas e condições similares, que nos permite avançar, em certa medida, por experiências próximas, sejam quais forem os resultados do cultivo.

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É nisso que a indústria vitivinícola argentina trabalha há anos, na busca por novos vinhos, que hoje podem ser considerados modernos, mas que não demoraram para ser considerados clássicos do país.

Porque a Argentina é, sem dúvida nenhuma, mais que o Malbec.

Dessa maneira, e como é habitual no nosso clube, já fizemos isso em outras ocasiões.

Apresentando vinhos argentinos e de outras regiões que fogem do convencional.

Porém, sem descuidar da qualidade – nesta ocasião temos o prazer de lhes apresentar dois monovarietais soberbos, dois Monovarietais com letra maiúscula, elaborados a partir das uvas: Ancellota e Cabernet Franc.

Mendoza é a região produtora da nossa Seleção Grandes Vinhos de Junho de 2016. Aproveite e conheça os vinhos argentinos Las Perdices Ala Colorada Cabernet Franc 2013 e Las Perdices Ala Colorada Ancellotta 2013

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!

Texto: Alberto Pedrajo

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