O pai do futebol brasileiro, Charles Miller, criou um lance no qual o jogador trança as pernas e acerta a bola de pé trocado. A jogada foi batizada de “charles”; com o tempo, transformou-se em “chaleira”.

chaleira

Muitos, em algum momento da manhã, já foram despertados por aquele apito agudo peculiar, precedido do aroma de café tirado na hora.

A alguns, o silvo da chaleira irrita; outros decodificam o som como familiar e apetitoso.

Durante décadas, ninguém soube explicar tecnicamente como se produzia o ruído estridente.

Até que dois pesquisadores de Cambridge descobriram que pequenos vórtices de vapor, formados no bico do aparelho, é que disparam o assovio a certas frequências. Mas, e antes dele ser inventado?

A chaleira não nasceu do chá, foi mais o oposto. Seu conceito surgiu com antigos viajantes e soldados chineses, que ferviam a água para purificála.

A infusão veio depois, quando se passou a adicionar folhas de chá verde à água quente, para sentir qualquer gosto que fosse.

Outro registro arqueológico – um vaso de bronze de forma quase idêntica às chaleiras atuais – vem da Mesopotâmia de 5.500 anos atrás, provavelmente usado como recipiente de filtragem.

Concebeu-se o modelo convencional (arredondado, bojo mais largo, tampa no topo e bico lateral) para aquecer a água sem evaporá-la e ser depositado sobre o fogo direto.

Os primeiros desenhos, japoneses, datam de 1517. Também eles inauguraram as chaleiras termorresistentes de porcelana.

Os russos, de seu lado, bolaram um tipo de samovar com caldeira central embutida, que esquentava a água sem precisar de fogão.

Assim que o chá chegou à corte francesa do século XVII, a chaleira pegou carona e ganhou impulso. Quase todas fabricadas em ferro fundido ou cobre, pois acreditava-se que os metais incrementavam o sabor da bebida.

Já entre os ingleses, nem é preciso dizer: o casamento entre os chás e as chaleiras (de ferro, esmaltadas ou pintadas) parecia coisa do destino.

Vem o século XVIII, e a prata vira a matéria prima queridinha da nobreza. Muitas das chaleiras antigas, inclusive, eram assinadas por artesãos.

Entre eles, a ourivesaria de “Revere”, chancela cobiçada e duplamente valiosa: o fundador, Paul Revere, é figurinha carimbada na Guerra de Independência dos Estados Unidos.

Ficou famosa a sua viagem frenética de Boston a Lexington em 1775, para comunicar o avanço das tropas britânicas aos compatriotas.

Avanços mais significativos borbulharam mesmo no século XIX. Entraves da chaleira da época: o difícil manuseio do ferro, a suscetibilidade do cobre às manchas, a demora da fervura.

Aos poucos, as matérias-primas adquirem mais leveza, durabilidade, segurança. E o utensílio passa a não depender só do aquecimento externo: em 1891, a Compton&Co trouxe a chaleira elétrica, símbolo de sofisticação e praticidade.

Muito cara e ainda lenta, no entanto. Pelo menos até 1922, ano em que a The Swan Company introduz sua variante elétrica dotada de um aquecedor interno. Mais rápida, conquistou logo.

Com a escassez de ferro provocada pela Segunda Guerra Mundial, as chaleiras de cerâmica tiveram seu momento.

A próxima inovação ocorre em 1956, com o lançamento da K1 da Russel Hobbs (“K” de kettel, chaleira em inglês): a primeira totalmente automática, desligava no ponto de ebulição da água.

Nos anos 1980, o produto ganhou design do arquiteto pós-modernista Michael Graves. A classe média americana disputou a novidade a tapas.

Seja para fazer chá, café ou chimarrão. A chaleira tornou-se essencial no ambiente doméstico, das feitas de barro até as mais arrojadas.

Com design colonial, retrô ou futurista, com ou sem tampa e apito. De inox, vidro, teflon, alumínio, microondas. Existe a iKettle, que ferve a água e regula a temperatura remotamente.

A KettleCharge, que converte o calor em energia e recarrega baterias de celulares, tablets e outros dispositivos USB.

Todas bem diferentes da maior versão do mundo, que está em Santa Catarina, tem 12 metros de altura, e serve de portaria da ervateira Mazutti. A família frequenta o interior da sua chaleira nos fins de semana.

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Texto: Fabio Angelini