impressora
A impressora 3D de alimentos é mais uma daquelas invenções que parecem saídas de uma obra de Isaac Asimov ou da cabeça de Steve Jobs. Elas saíram é do forno e estão à venda. Imagine ter um prato pronto de ravioli em 2 minutos. A técnica emergente mistura experiência em comida, ciência dos materiais e tecnologia de impressão 3D. Não pense que a receita já vem impressa quentinha e cozida, ainda não se chegou a tal ponto.

Nem se cria um alimento a partir do nada, assim como as impressoras jato de tinta não produzem tinta. Após selecionada a receita (do visor touch, da web ou de um pendrive), os ingredientes necessários são inseridos em compartimentos próprios, na medida.  Pressione o botão e a máquina faz o resto: imprime (fabrica) camada por camada de diversas estruturas, do crocante ao gel macio.

Os modelos atuais fazem chocolate, massas, bolos, pizza, marzipan, cupcake, biscoitos, macarrão, torradas. Não demora muito, farão carnes, frutas e produtos lácteos. Mão na roda para ganhar tempo e para quem não tem intimidade com a cozinha. Os céticos reclamam da ausência de magia e química no processo, mas até os chefs têm se mostrado interessados, pois visualizaram as possibilidades tridimensionais:

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proporcionar experiências e texturas diferentes ao paladar, obter designs geométricos inatingíveis manualmente, eliminar desperdícios com comida. Neste último quesito, vislumbra-se até uma solução para alimentar a crescente população do planeta. Mais prudente, então, abrir a mente. Amanhã, você pode ter à sua frente uma impressão de caviar de fruta feito de gelatina.

Texto: Fábio Angelini

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