durian

O Aurélio diz que o durião (durian, em inglês) é um fruto oblongo, esverdeado e espinescente, com polpa alva e macia, mas de odor nauseabundo. Parece não restar dúvida quanto a isso. Seu cheiro já foi descrito como putrefato, mistura de chulé com suor, aguarrás e cebolas, ovo podre com esgoto, meio azedo, meio carniça.

Nos próprios países de origem (do sudeste asiático), é proibido portá-lo em ônibus, hotéis, shoppings e outros locais públicos, já que o aroma insuportável atravessa paredes como visão de raio X – principalmente se foi colhido há pouco. Paradoxalmente, muitos acreditam que as emanações horríveis servem para despistar o gosto complexo e delicioso da sua carne macia e suculenta, similar a um caramelo. Na Malásia, é o “rei das frutas”.

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Em Singapura, é a fruta nacional. Nas Filipinas, é apreciado imerso em vinagre de arroz. Além do consumo in natura, também está em pães, doces, sucos, sorvetes e geleias. Este parente da jaca e da graviola possui propriedades semelhantes às da banana e do abacate: é rico em energia, vitaminas e minerais. Isento de gorduras saturadas, excelente fonte de fibras, vitamina C, potássio e triptofano.

Aliás; boa parte do sucesso do durian, a fruta-gambá, ou fruta-budum, é atribuída aos poderes medicinais e supostamente afrodisíacos. E agora, sabor inigualável ou repulsivo? Uma nova experiência, sem dúvida. Diante da polêmica, cada um que tire suas próprias conclusões, tampando o nariz e provando. Lembre-se, banco de praça ou gramado de parque não vale.

Texto: Fábio Angelini

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