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À época em que o homem caçava o que quer que fosse mastigável, a cor, como forma de expressão, já pintava as cavernas. Passados milhares de anos, hoje sabemos porque um prato de arroz branco é triste e inerte quando sozinho, e porque um prato de arroz branco ao redor de um bobó de camarão mexe com a gente.

Cores têm influências psicológicas na vida como um todo. Mas na comida criam um caldeirão sensorial, juntam-se ao olfato e ao paladar para compor outros significados. Instintivos, nutricionais e estéticos. O uso de contrastes e tons monocromáticos, as cores quentes e frias, lado a lado, ocupando equilibradamente os espaços. Decorar um prato é arte nas mãos do chef, e o prato-objeto pode ser mais do que simples moldura, pode ser o complemento que realça ou arruína o momento.

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Impossível permanecer neutro perante os vermelhos, verdes e amarelos dispostos harmoniosamente, as frutas; os molhos e vegetais transmitindo frescor, qualidade e vigor. Mais colorido; mais bonito; mais saudável; é o que parece. Mas se o olhar não encontra correspondência no paladar. Se a bacalhoada dessalgou demais ou o filé Wellington passou do ponto, nem o Picasso da gastronomia poderá salvar a obra.

Texto: Fábio Angelini

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