Quando se procura por novas oportunidades no ramo gastronômico, é possívelcenoura
encontrar quase de tudo. Da experiência sensorial das refeições às cegas e food trucks de toda a cadeia alimentar, até os personal chefs e as modinhas culinárias importadas.

Agora, parece estar na panela um revival da nouvelle cuisine dos anos 1960, que valorizava a naturalidade dos ingredientes. Tem a ver com a paisagem que olhamos em nosso prato: de onde ela vem, como é cultivada,de que forma foi preparada e como nos beneficia.

É quase o oposto da gourmetização, um processo de “desglobalização” que exalta o alimento de origem e a comida regional. Leva em conta o frescor, a sazonalidade e os valores familiares. Uma vertente da slow food, especialmente promissora para empresas e estabelecimentos de menor porte. Também envolve a questão socioambiental, de ajudar uma comunidade e os pequenos produtores, evocar práticas mais sustentáveis e controláveis.

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A avassaladora torrente da gourmetização está se tornando, aos olhos do consumidor, banal e vazia, com promessas que acabam não se cumprindo à mesa. Daí voltamos no tempo, do “menos que é mais” retomando seu posto. Mais saúde, mais simplicidade e informalidade, mais preocupação com o orgânico. Uma “nova velha fórmula” de negócio, degustação e fidelização.

Texto: Fábio Angelini

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