sardinha

Séculos atrás, cardumes de um peixinho prateado, com apenas uma barbatana dorsal, eram particularmente vistos em águas mais rasas do mar que banha a Sardenha. A espécie, aparentada com o arenque, seria catalogada como “Sardina pilchardus”.

Nós a conhecemos simplesmente como sardinha. Tudo indica que foi a partir dos entornos da ilha mediterrânea que o peixe partiu, nadou milhares de milhas náuticas oceanos afora e encontrou novos lares. Depois, ganhou as versões enlatadas da indústria.

A sardinha está presente em toda a costa brasileira, e sempre foi considerada a prima pobre dos pescados.
Só recentemente, com a onda das comidas ricas em proteínas e com pouca gordura saturada, ela começou a ser vista com outros olhos e bocas.

Hoje, é sinônimo de cardápio saudável. Suas propriedades nutritivas são enormes,equiparáveis a outras carnes e ao ovo. Ganha do salmão em quantidade de ômega 3, o lipídio insaturado que eleva o colesterol bom e reduz o mau. Tem mais cálcio que um copo de leite. Outra vantagem: é um dos raros alimentos que possuem vitamina D, aquela que vem do Sol.

Se todo mundo soubesse disso, iria se espremer feito sardinha em lata em bancas de peixe. Sem mencionar que vale muito a pena, também, preparar uma sardinha escabeche na panela de pressão, um clássico patê, um sanduíche de pão integral com iogurte, alface, tomate e pepino, ou um macarrão alho e óleo com o peixe. Que também pode virar uma salada, uma torta. A sardinha, além de tudo, sacia o apetite e reduz a fome, ajudando nas dietas. Mas evite fritá-la: assim, suas qualidades benéficas, vitaminas e minerais evaporam.

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In natura ou em conserva?
Todo o potencial biológico da sardinha é preservado com o peixe fresco e in natura, assado ou cozido. Quando grelhado, perde um pouco. Se for em conserva, que seja aquela sardinha mantida na água ou no molho de tomate. No óleo, o teor de calorias (e de sódio e gorduras) se multiplica. Mas por outro lado, o óleo conserva melhor o ômega 3.

Outras virtudes da sardinha em lata: a menor exposição a agentes externos e o maior prazo de validade. O que circula nos meios científicos e acadêmicos, é que a sardinha previne alguns tipos de doenças cardiovasculares, afina o sangue, combate inflamações, e apresenta um risco de contaminação por mercúrio muito menor do que outras espécies. Pela sua abundância proteica, é recomendada depois de atividades físicas. Como podemos ver, de pequena, ela só tem o tamanho.

Apesar do nosso extenso litoral, boa parte da pesca aqui ainda é artesanal e os números da produção nacional são modestos. O consumo também está aquém do recomendado pela OMS: temos cerca de 10 quilos per capita por ano, contra, por exemplo, os 60 quilos dos sul-coreanos, os grandes comedores de peixe do planeta. Fica então o incentivo, mais sardinha no prato. Quem tem ácido úrico elevado, moderação. Atenção também a qualquer reação alérgica, algumas pessoas são mais suscetíveis, e na alimentação dos pequenos, introduzir com cautela. É fácil de fazer e oferece tantas proteínas quanto a carne vermelha.

Ômega 3: contribui para a saúde do coração e previne algumas modalidades de câncer.
Selênio: essencial para a produção dos hormônios da tireoide.
Fósforo: colabora para preservar a vitalidade óssea, recuperar os tecidos e regular o pH sanguíneo.
Cálcio: imprescindível na formação, manutenção dos ossos e prevenção da osteoporose.
Triptofano: melhora o humor e o sono, reduz a ansiedade e a depressão.
Vitamina D: catalisa a absorção de minerais, entre eles o cálcio e o fósforo.
Vitamina B12: colabora na síntese do DNA, divisão das células, formação do sangue e proteção neurológica.

Texto: Fábio Angelini

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