Salada de nutrientes

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Não é o tipo de verdura que a gente encontra em qualquer feira, embora ela cresça espontaneamente na terra ou na areia, na fenda da calçada ou no fundo do quintal, no sol ou na sombra, fazendo inveja às melhores ervas daninhas. É a beldroega (“Portulaca oleracea”), que talvez você conheça por aqui pelos nomes de caaponga (em tupi), porcelana ou salada-de-negro.

É consumida há milhares de anos na Índia, e utilizada como remédio secreto de muitos povos, mas só a partir de 1980 começou a ser levada mais a sério. Dos vegetais de folha escura, é aquele que contém maior quantidade de ômega 3, além de possuir cálcio, magnésio, potássio, ferro, vitaminas A B e C, glicose, frutose e sacarose.

Cozida ou na forma de chá, a beldroega é usada como diurético, e, supostamente, para elevar a secreção de leite materno. Seu suco, para combater as afecções oculares, e suas sementes, os parasitas intestinais. As folhas, para aliviar queimaduras e acelerar a cicatrização. Atribui-se também à planta ação anti-hemorrágica e reguladora do colesterol.

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Se metade do que a cultura popular acredita for comprovado, é um superalimento, de fato. As folhas, levemente picantes e salgadas, têm sabor semelhante ao espinafre, e crocância perfeita para saladas. Às vezes, a hortaliça é ingrediente na francesa “soupe bonne femme”. Em Salvador, junta-se aos camarões, às castanhas-de-caju e ao dendê para compor o efó. No Oriente, a preferem cozida.

Vai bem refogada, em molhos para massas, ao lado de purês, polentas e refeições principais. Curiosidade: as suas pequenas flores se abrem pouco antes do meio-dia. Daí, também ser chamada de “onze-horas”.

Texto: Fábio Angelini

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