Uma receita de café com cannabis já era apreciada por Dumas e Victor Hugo, na Paris do século XIX.

Hoje, a americana de 93 anos Aurora Leveroni, a “Nonna Marijuana”, bomba na web postando receitas como o biscoito natalino com a erva. Essa associação de alimentos e maconha, que já vem de longa data, começa a se sofisticar. Sabe quanto o mercado legal movimentou em 2015 nos Estados Unidos? Cerca de U$ 4 bilhões.

Grilled foie gras with sweet sauce in white dish - selective focus point; Shutterstock ID 262614908

Nada de brownies ou cookies mágicos caseiros, eles nunca foram lá um exemplo de gastronomia. Muita gente séria tem elevado a substância a um novo patamar. O chef californiano Chris Sayegh oferece um disputado serviço de jantares privados, cujos pratos são elaborados com ingredientes vaporizados pelo óleo de extrato de tetrahidrocanabinol (THC). Um deles é a cenoura gnocchi confit com emulsão de ervilha.

A ideia central nem é dar um gosto alucinante às receitas – a maconha em si tem sabor intragável –, e sim aguçar os sentidos e proporcionar uma experiência cerebral, valendo-se dos efeitos recreativos dela. Dizem que o jantar é inesquecível, tanto na memória quanto no bolso: até 500 dólares por pessoa.

Mas não pense que é só ir até lá e pronto: todos devem exibir receitas médicas liberando o uso. Há restaurantes assim no Colorado e no Alaska, em Washington e Nevada. No Canadá e na Itália também, onde a sorveteria Perlecò criou um sorvete com sementes de cânhamo (da espécie Cannabis sativa). Em homenagem a Bob Marley.

Texto: Fábio Angelini

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