Nos últimos dez anos, o mercado brasileiro de alimentação quadruplicou.
Um motivo é econômico: o aumento do poder aquisitivo.
O outro é cultural: a glamourização da profissão.

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Porém, o deslumbramento não vira lucro, nem o hobby ganha ares de negócio na base da mágica. Gastronomia é um segmento promissor, mas não é para amadores. Basta lembrar que metade das empreitadas azedam nos primeiros 2 anos.
Em parte, porque também é um dos ramos que mais atrai marinheiros de primeira viagem.

Sim, há casos felizes. A publicitária que passou a produzir geleias artesanais; o relações públicas que virou blogueiro e youtuber gastronômico; a psicóloga que faz sucesso com sua “panelaterapia”; o refugiado sírio que montou um restaurante com financiamento coletivo via Facebook; a jornalista que se tornou quitandeira.

No entanto, mesmo quem já nasceu com o tempero nas veias, deve tomar seus cuidados antes de transformar a paixão em ganha-pão.

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Um cozinheiro de mão cheia deve saber precificar corretamente os pratos, para não ficar de mãos abanando.
Um restauranteur vindo da área financeira precisa diferenciar a carne de primeira da carne de segunda. O chef é genial, só não consegue lidar com pessoas e estabelecer rotina de trabalho. Sem falar do imponderável. Como o ponto de venda que parecia o certo, e virou ponto cego.
É possível faturar com o que se gosta e ser feliz, claro. Mas não queime o feijão antes de levá-lo ao fogão. Reconhecer previamente as particularidades e complexidades do setor pode ser decisivo.

Texto: Fábio Angelini

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