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Há 2 anos, os chefs do lendário “El Celler de Can Roca”, combinados com o maestro Zubin Metha e Ferran Adrià, criaram o projeto chamado “El Somni”. E durante “O Sonho”, imagens eram projetadas na sala de jantar e nos pratos, acompanhadas de música e seguidas de um jantar-ópera com 12 “atos culinários”.

Ópera que não é exclusividade do melhor restaurante do Guia Michelin. Outra produção europeia converteu “Don Giovanni” em chef de cozinha. O ar livre era o palco e também restaurante, os garçons eram os intérpretes e o público, de 200 pessoas, parte integrante da ação.

E o ambiente do londrino Sarastro Restaurant? Inspirado nas grandes peças e camarotes, muito rococó e gótico, dourado e cores fortes, poltronas de veludo e garçons bailando. Músicos tocam e cantam ópera entre as mesas, enquanto o pedido não chega.

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Nem o Brasil escapou. Em 2015, o “Banquete Ópera Festival” reuniu gente do mundo todo e chefs convidados na Ilha de Marajó. Alta gastronomia e música clássica entre paisagens paradisíacas. Banquetes organizados pelos profissionais das óperas, de forma a dar continuidade aos concertos.

Comoção maior, talvez quando Rossini anunciou que deixaria o mundo musical para se dedicar à cozinha. Cansado de “O Barbeiro de Sevilha”, deu a ideia do “Tournedos Rossini”. Prato à base de carne bovina, foie gras e trufas. Para apreciar em adágio. Lentamente.

Texto: Fábio Angelini

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