shutterstock_377622958-1Nas décadas passadas, era muito comum aconselhar pessoas anêmicas, ou com tendências à anemia, a cozinhar alimentos em panelas de ferro, para que o mineral se misturasse à comida e o nutriente chegasse em maior quantidade ao organismo. No meio acadêmico, a questão é bastante estudada e são muitas as opiniões sobre a efetividade da panela de ferro nessa questão.

A nutricionista Daniella Pugliese, que há cerca de 10 anos presta consultorias para cozinhas, afirma que leu muitos estudos a este respeito e que um dos últimos que teve contato garante que a panela realmente transfere o ferro para o alimento. “Porém, temos que ter moderação e não usar esse tipo de panela em todos os alimentos da refeição. O ideal é escolher algum deles, como o feijão”, comenta. Isso porque o excesso de ferro pode causar desconforto gastrointestinal, como diarreias, especialmente em crianças, que são mais sensíveis.

Apesar da efetividade da panela de ferro, ela atua como um complemento do nutriente. Que deve ser ingerido prioritariamente por meio de alimentos como soja; verduras verde-escuras; feijão; semente de abóbora; grão-de-bico; entre outros. “O melhor para o organismo ainda é o nutriente proveniente dos alimentos fontes pois são melhor absorvidos”, explica Pugliese, que complementa: “Alguns hábitos, porém, podem atrapalhar essa absorção. Consumir leite, alimentos derivados ou ricos em cálcio logo após a refeição atrapalha na absorção do ferro, então não é aconselhável. Algumas escolas foram proibidas de servir achocolatados para as crianças, pois elas começaram a apresentar um alto índice de anemia”.

sociedade-da-mesa

Assim como existem alimentos que dificultam a absorção do ferro; há aqueles que auxiliam o corpo a assimilar o nutriente. Como é o caso do suco de limão e de quaisquer outros que sejam ricos em vitamina C. Como é o caso da laranja e da acerola, por exemplo.

Atualmente, as recomendações para o consumo de ferro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) são de 14mg/ dia para adultos. Já para as crianças, varia de acordo com a idade. Entre 0 e 6 meses, a recomendação é de 0,27mg/dia. Dos 7 aos 11 meses, passa para 9mg/dia, cai para 6mg/dia em crianças de 1 a 6 anos e retorna aos 9mg/ dia dos 7 aos 10 anos de idade.

Texto: Ana Carolina de Carvalho Almeida

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 40% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!