shutterstock_515138401-1Em mesas estrangeiras, é corriqueiro contemplar as flores no prato, não aquelas do vaso, e bem diferentes da alcachofra ou couve-flor gratinada. A calêndula substituindo o açafrão, a capuchinha fazendo as vezes do agrião, um bolo com violetas cristalizadas, um purê de tulipas. São as chamadas PANCs – Plantas Alimentícias Não Convencionais.

Pouco a pouco, suas pétalas desabrocham nos restaurantes do Brasil, inspiram nossos chefs e se insinuam como nova tendência culinária. Ingredientes não faltam às flores: além do toque gracioso, sabores e valores nutricionais que surpreendem: minerais, vitaminas A e C, flavonoides e carotenoides.

São aproximadamente 10 mil espécies com potencial alimentício no mundo, replantando tradições antigas e semeando experiências novas, a um só tempo. Dos coquetéis de hibisco e lavanda às geleias de rosas. Cada flor com suas características particulares de paladar, aroma, textura e plástica. O adocicado do amor-perfeito em tortas e saladas de frutas, aliado ao poder diurético.

sociedade-da-mesa

A nuance ácida da begônia, feito limão, em saladas de folhas mistas e ensopados. Pedem cuidados, claro: a procedência, orgânica e confiável; a delicadeza ao lavar; a armazenagem em local fresco; e, nunca, jamais devem ser cozidas. É um campo sem fim, rico e colorido para percorrer com os sentidos. Menos você que, infelizmente, tem alergia ao pólen.

Texto: Fábio Angelini

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 40% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!