111 - IMG_1393Sucesso nacional, a chef Day­se Paparoto, vencedora da primeira edição do Master­Chef Profissionais conseguiu encontrar uma brecha na agenda e respondeu a esta en­trevista poucos dias após sua vitória, em novembro passa­do, com o menu de degusta­ção batizado por ela como “De Mogi para o Mundo”. Simpá­tica e concisa nas respostas, a chef, que se popularizou com bordões como o “tchu-ru-ru” e “tô passada”, sobressaiu-se entre fortes concorrentes no reality e levou o prêmio para casa sem perder a simplicida­de, como você pode ver nas respostas a seguir.

Vamos começar fugindo um pouco do MasterChef Profissionais. Como começou a trajetória da chef Dayse Paparoto? Onde você estudou e onde iniciou sua carreira?
Eu cresci em Mogi das Cruzes e foi lá que começou minha paixão pela gastronomia. Em busca de uma boa formação, fui estudar em Águas de São Pedro, no Senac, um dos melhores cursos de gastronomia do país.

Como foi a experiência no Fasano?
Foi uma experiência muito boa, aprendi muita coisa… Aprendi, de fato, o que era a cozinha profis­sional. Sempre há algo a aprender, claro, mas foi uma experiência muito boa.

Antes de entrar no MasterChef Profissionais, onde você estava trabalhando?
Eu estava e estou no Feed Food restaurante (no Jar­dim Paulista/SP). Gosto muito daqui. É exatamente o que eu acredito para cozinha, comida simples e sabo­rosa. O ambiente é descontraído, informal. Adoro o restaurante.

Você disse algumas vezes que era insegura, mas que a insegurança diminuiu muito por conta de alguns chefs que você teve na carreira, que fizeram de você uma pessoa “dura”. Conte pra gente um pouco desse processo.
A cozinha não permite insegurança. Não permite o “se”. Aprendi isso ao longo da minha carreira. Cozi­nha é repetição, então não pode ter dúvida. Quem está esperando o prato não quer saber se o cozinhei­ro cortou um dedo. Quem está lá fora quer comer. Então não pode ter mimimi na cozinha.

E como foi a experiência de trabalhar com o chef Ivo Lopes antes do programa? Ele era um desses “durões”?
Ele é sim. Mas aprendi muito com ele também. Tudo é aprendizado. Antes de tudo, temos que ter a hu­mildade de respeitar uma hierarquia na cozinha. E além de tudo, o Ivo é um ótimo cozinheiro.

29734594970_6002d907c5_oEm todas essas experiências pré-MasterChef Pro­fissionais, o que mais marcou você?
Acho que algo comum a todos os restaurantes que passei era a determinação na cozinha. Temos que entregar os pratos e entregar sempre com o mesmo padrão de qualidade. Aprendi a exigir e buscar o melhor, sempre. Hoje isso está comigo. Não tem mais ou menos. Tem que ser ótimo.

Em nenhum momento do programa você perdeu a fibra nem o bom-humor. Isso faz parte da sua per­sonalidade ou é aquela coisa de “com tanto nervo­sismo a gente acaba fazendo piada”?
Não, eu sou assim mesmo. O bom-humor ajuda a amenizar a pressão. Mas não é por isso que não estou concentrada. A concentração na cozinha é fundamental. Mas o bom-humor ajuda as coisas a fluírem melhor.

Você atravessou o programa sempre acreditando na premissa da sua cozinha clássica, mas sempre fez questão de ressaltar o diferencial “sabor”. O quanto isso é importante para vencer um MasterChef Pro­fissionais, em meio a tanta coisa que se avalia?
Os jurados sempre pediram comida boa. Minha li­nha é mais clássica. Mas isso não quer dizer que seja a única linha correta. O Dário, o Marcelo, a Fádia… todos cozinham muito bem e possuem outras linhas. Mas as provas foram acontecendo e os outros par­ticipantes foram tendo pequenos erros, que foram diferenciais para os jurados. Acho que foi isso.

Como foi a sua relação com os jurados e com os outros concorrentes? Ficou alguma mágoa ou algo assim?
Não pra mim. Acredito que pra eles também não. Nenhum. Fomos muito unidos. Antes de tudo somos colegas de trabalho.

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Na final do MasterChef ficou claro, para o público, que estava arriscando toques contemporâneos em sua cozinha clássica. Foi “arriscar” mesmo ou você estava escondendo o jogo pra surpreender todo mundo?
Eu sabia que tinha que ousar na final e foi o que eu fiz. Deu certo, graças a Deus.

Agora vamos entrar na cozinha da Chef Dayse. O que você mais gosta de preparar quando está entre amigos ou família?
Eu gosto de comida simples. Vai da ocasião, mas um hambúrguer pode ser uma boa pedida, vai muito do momento.

31444176926_5c0aafde01_oO chef Jacquin sugeriu, na final, que você e o Mar­celo montassem um restaurante juntos. Isso pode acontecer? Quais são seus planos daqui pra frente?
O futuro a Deus pertence. Eu não descarto nada. O Marcelo é um ótimo cozinheiro. Nos damos muito bem, ao contrário do que a imprensa tentou estimu­lar, falando sobre um machismo que sinceramente não vi acontecer.

PINGUE-PONGUE

Prato preferido: hambúrguer
Um país: Brasil
Um hobby: cozinhar
Um chef referência pra você: Victor Vasconcelos e Jamie Oliver
Cozinhar é: minha vida
Vinho combina com… uma boa refeição
Um desejo: saúde acima de tudo
A chef Dayse em uma palavra: humildade e respeito, sempre

Texto: Paulo Samá

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