Picanha de Búfalo na PedraA tinta, preparada com sangue animal, saliva, argila, resina, carvão ou até guano. Pincel: geralmente, o dedo. A gordura misturada: agente fixador. As pinturas e gravuras, retratando cenas esquemáticas de caça, pesca e colheita. Bisões, cervos, peixes, renas, coelhos. E sementes, frutas, vegetais. A tela? Superfícies rochosas, indoor ou ao ar livre.

Tais registros pictóricos, pré-históricos, são considerados a primeira manifestação artística da humanidade. Arte rupestre, que há mais de 40 mil anos já mostrava a nossa relação com a alimentação e a vida, numa época em que comer tinha um único significado: sobreviver.

Os exemplos mais antigos estão na caverna de Chauvet, sul da França, onde ursos, rinocerontes e cavalos sobem pelas paredes. Através deles, e muitos outros, descobriu-se que o homem providenciava a carne, enquanto as crianças e mulheres coletavam frutos; que os alimentos eram cortados com facas lascadas em pedras; e que, ao longo de 25 mil anos, passamos de carniceiros trituradores de raízes a domesticadores de animais.

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Essa mesma arte rupestre pode ser encontrada, hoje, em xícaras, travessas e cumbucas de cerâmica na Serra da Capivara, o mais antigo sítio arqueológico das Américas. Ali, no Piauí, elas são vendidas como souvenirs.

Texto: Fábio Angelini

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