Imitações detalhadas de alimentos, feitas com parafina, já eram usadas no Japão desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Hoje, mock-ups de refeições esculpidos em plástico desfilam impecáveis pelas vitrines dos restaurantes de Tóquio, ajudando clientes apressados em suas escolhas.

A cenografia, nascida como a arte e a técnica que organiza o espaço onde as ações dramáticas acontecem, ramificou-se em gastronomia cenográfica. Construção e apresentação de comidas, transformando cada prato em palco e espetáculo. Com cores; formas e volumes, em diversos meios e para diversos fins.

São cenários de cozinha para peças e festivais culinários, arranjos de sabores que contam histórias através de experiências sensoriais, elaboração profissional de comidas e bebidas (reais ou decorativas) para filmes e comerciais.

A aplicação cenográfica na gastronomia é antiga, existe desde os romanos, que com seu apurado senso estético, converteram o limão em fruta ornamental. Limão que depois participaria ativamente dos cenários culinários da Provença francesa, e estamparia papéis de parede nos anos 1960.

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Atualmente, o que se vê mais são bolos mirabolantes em biscuit. Minitortas de pupunha encimadas por flores comestíveis. Brigadeiros de copinho achocolatando lounges. Das representações salgadas e açucaradas exibidas nas novelas e no YouTube, a maioria não se come. A não ser que você não se incomode em mastigar isopor e silicone pintados.

Texto: Spartaco Rodrigues

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