Estou convencido de que nossos associados, em alguma ocasião, puderam ler em alguns rótulos de vinhos degustados, a frase “Single Vineyard”, cuja tradução literal é; vinhedo único. Mas o que significa este conceito, que parece nos indicar que se trata de um tipo de vinho muito particular?

Um “Single Vineyard” é um vinho que deveria ser elaborado com uvas procedentes de um único vinhedo. Que, por sua localização; condições climáticas e trabalho do viticultor, tenha se convertido em um vinhedo marcante e; ocasionalmente, único. A singularidade deste tipo de vinhedo destaca-se sobre os outros do seu entorno, dotando-o de personalidade e condições particulares que o diferenciam. Enfim, são vinhedos que têm uma identidade singular.

Para que o termo “Single Vineyard” possa aparecer no rótulo do vinho, é necessário cumprir alguns requisitos: o vinhedo alcançou essa qualificação graças ao reconhecimento que obteve durante décadas sobre as suas singularidades; o vinho é engarrafado separadamente para garantir o valor aportado pelo seu terroir de origem e, por último, sua produção e elaboração devem ser rastreadas. É assim que nascem os vinhos que recebem mais atenção dos críticos e dos consumidores.

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Mas estes vinhos não são uma invenção recente. São quase tão antigos como a própria origem da classificação dos vinhedos. A França foi a pioneira, com o aparecimento dos renomados “Crus”, que classificavam os vinhedos em diferentes categorias. Portugal, com as Quintas de Porto, e a Espanha, com os vinhos de Pago – são outros dos muitos exemplos que podemos encontrar na origem da denominação do “Single Vineyard”.

O interessante é que, nas últimas duas décadas, esta classificação captou a atenção dos produtores do novo mundo, como Austrália, África do Sul, Estados Unidos, Chile e Nova Zelândia, que perceberam uma clara oportunidade para defender a exclusividade e personalidade de alguns de seus vinhedos e, assim, poder explorer o potencial máximo de uma finca ou de uma area específica, com tudo que isso implica.

Os dois vinhos que estamos apresentando este mês na nossa Seleção Obras-Primas encaixam-se no conceito “Single Vineyard”, mas dando ainda um passo para frente na qualidade. Solo Uno é um conceito de vinho único, como seu próprio nome indica. Um “Single Vineyard” monovarietal que pretende ser um reflexo da heterogeneidade que a natureza manifesta a cada ano no vinhedo. Solo Uno é uma seleção de um varietal que, a cada ano, completou de forma mais precisa seu equilíbrio natural. E, portanto a bodega o elaborou separadamente.

Solo Uno Cabernet Sauvignon 2009 e Solo Uno Sangiovese 2010
Solo Uno é uma seleção da variedade que a cada ano, completou de maneira mais precisa seu equilíbrio natural. E portanto a bodega elabora de maneira independente. E para que nossos associados comprovem o quão caprichosa é a natureza; nesta Seleção-Obras Primas apresentamos 2 vinhos, de 2 variedades, de 2 colheitas consecutivas: em 2009, um 100% Cabernet Sauvignon e em 2010 um 100% Sangiovese. Que procuram transmitir as peculiaridades de cada colheita.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

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