O antigo e o novo convivem na bancada. Ainda sovamos a
massa de pão com as mãos, mas pesamos a farinha em
balanças eletrônicas.

Há os utensílios que caíram no limbo porque foram
substituídos por outros – caso do centenário batedor de
ovos manual, praticamente aposentado após a chegada da batedeira elétrica em 1971. E tem aqueles que de pouco servem, como o “spork” (“spoon” + “fork”, mistura de colher e garfo), criado em 1940 por um australiano. Não cumpre bem nenhuma das duas funções.

A estética também conta. Panelas decoradas e floridas, copos e jarras “bico de jaca”, e conjuntos de chá eduardianos foram o must em suas épocas. O pilão, nascido há cerca de 20 mil anos na África, ainda resiste como peça decorativa e instrumento do molho pesto perfeito. O “futurista” acendedor de fogão dos anos 1980 foi apagado da cozinha. E até a cafeteira elétrica se vê hoje ameaçada pelo café em cápsula.

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Há, claro, itens que criam fortes vínculos afetivos e funcionais, como a velha colher de pau. Confortante nas mãos, não agride fundos de panela nem queima os dedos. Simples, humilde e eficiente. Assim como a faca, objeto mais primitivo no arsenal dos cozinheiros, inventada pelo “Homo erectus” há pelo menos 1,5 milhão de anos. Só que a lâmina perdeu a pedra lascada e ganhou inox, aço-carbono, ferronióbio, titânio, cerâmica, osso e até diamante.

Texto: Spartaco Rodrigues

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