Em 1866, Mark Twain visitou o Havaí e decretou: “É a mais deliciosa fruta conhecida pelo homem”.

De colher em punho, ele raspava a polpa branca, cremosa e doce da sua cherimoya (cherimólia
em português), nas vizinhanças do vulcão Kilauea.

De formato semelhante ao da fruta-do-conde e mais lembrando um coração, a cherimólia é também chamada de fruta-sorvete ou manjar branco.

Seu sabor surpreende pela delicadeza e complexidade, parece um mix de várias outras frutas, pois lembra morango, abacaxi, banana, manga, pera.

Muitos a associam à graviola, de quem é aparentada.

Típica de climas amenos, sua origem provável é andina peruana. Os incas a ofereciam aos deuses (seu nome na língua quechua quer dizer “sementes frias”), mas a civilização atual a consome na forma
de smoothies, iogurtes, batidas e mousses.

Divina como sobremesa e adorada na Europa, é generosa em vitamina C, fibras, potássio e minerais, livre de gorduras saturadas e com pouco sódio.

Onde comprar?

Não é preciso ir até os Andes: ela é produzida por aqui, principalmente na região da Serra da Mantiqueira.

Texto: Fabio Angelini

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