Aumento em relação ao ano anterior foi de mais de 15% em volume

O diretor da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), Pau Roca, apresentou, na sede da organização em Paris, os dados sobre a produção vitivinícola e o consumo de vinho no ano de 2018.

De acordo com ele, a produção mundial se recuperou dos tempos de baixa e atingiu o maior nível em 15 anos.

Em 2018 foram 292,3 milhões de hectolitros produzidos, contra os cerca de 250 milhões do ano anterior, um aumento de 17% que fez a produção chegar a 39 bilhões de garrafas no mundo todo.

Já em relação ao consumo, os números ficaram estagnados, mantendo-se nos 246 milhões de hectolitros.

A produção total superou a previsão feita em outubro de 2018, com volume acima do esperado nos principais polos produtores: Itália, França e Espanha, sendo a Itália o maior produtor do ano, com um aumento de 29% da produção (no total foram 54,8 milhões de hectolitros), seguida da Espanha (44,4 milhões de hl) e França (41,9 milhões de hl).

De acordo com a OIV, os principais países produtores tiveram um clima muito favorável para o cultivo, ao contrário de 2017, fazendo com que a União Europeia alcançasse os 181,9 milhões de hectolitros produzidos, um aumento de mais de 28%.

Para a América do Sul, no entanto, as novidades não foram tão boas. Segundo a OIV, o consumo de vinho diminuiu em 2018, principalmente na Argentina – que teve baixa de 6,3% em relação a 2017, caindo para 8,4 milhões de hectolitros, e no Chile – cujo consumo foi de 2,3 milhões de hectolitros, uma queda de 1,5% – principais produtores do bloco.
No Brasil, o consumo permaneceu estável em 3,6 milhões de hectolitros.

Texto: Ana Carolina Almeida

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