/Por Marina Calvacanti

Conhecida por leiloar obras de arte, joias, relógios e outros itens de luxo, a famosa casa londrina Sotheby’s tem agora uma coleção própria de vinhos.

Engana-se quem pensa que as opções atendem apenas milionários. Há alternativas tanto para um jantarzinho na casa de um amigo e, é claro, outras dignas de listas de colecionadores.

Os rótulos são vendidos em lojas físicas em Nova York e Hong Kong, onde a marca promete também ajudar clientes com dicas sobre harmonização, armazenamento e até de como construir um portfólio de investimento com garrafas.

Há também um site que faz vendas internacionais e divide seus vinhos em cinco faixas de preço – os valores começam em torno dos 15 dólares (cerca de 63 reais) e chegam perto de 3 mil dólares (por volta de 12.700 reais).

A busca no portal também pode ser feita por uva, ano da colheita e região, entre outras. Além da bebida, é possível comprar acessórios, como decanter, malas e gift cards.

O time de especialistas da empreitada é liderado por Jamie Ritchie, o head mundial da Sotheby’s Wine, responsável por conduzir o primeiro leilão da marca em Nova York.

“Cada vinho foi selecionado por causa da alta qualidade, da tipicidade de cada região e da boa relação custo-benefício. Por exemplo, o Sancerre é um sauvignon blanc clássico da região, fresco e com boa mineralidade, enquanto os Bourgogne vermelhos e brancos ilustram as melhores expressões das uvas chardonnay e pinot noir da Côte de Beaune”, explica Ritchie.

Para encontrar exemplares que vão fazer parte do catálogo, são feitas visitas a châteaux e vinícolas pelo mundo todo – estão listadas origens como França (principalmente Bourgogne e Bordeaux), Espanha, Estados Unidos e Austrália.

Para completar, a marca também demonstra, desde o começo, uma preocupação com o ambiente: as caixas de papelão usadas são feitas de 60% de papel reciclado.

Movimentação bilionária

Em 2019, a casa de leilão Sotheby’s foi vendida por 3,7 bilhões de dólares (cerca de 15,6 bilhões de reais) para o franco-israelense Patrick Drahi, bilionário fundador do grupo de telecomunicações Altice, com sede na Holanda. A marca fez um total de 6,4 bilhões de dólares em vendas em 2018.

Depois de alguns anos de crise no mercado de artes, a Sotheby’s vem promovendo uma série de leilões de obras por valores recorde. Um exemplo é retrato de um nu feito por Amedeo Modigliani, vendido por 157,2 milhões de dólares (660 milhões de reais).

Também em 2018, a casa vendeu a coleção de Peggy e David Rockefeller por 835 milhões de dólares (3.541 bilhões de reais). Fundada em 1744 em Londres, no Reino Unido, a Sotheby’s tem hoje escritórios em 40 países. Já comercializou coleções de personalidades como Andy Warhol, Greta Garbo, Jacqueline Kennedy Onassis, Gianni Versace e David Bowie.