/Por Carolina Almeida

De acordo com um relatório recente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), o Brasil deixou de arrecadar 10 bilhões de reais em impostos com o mercado ilegal de bebidas alcoólicas em 2017.

No mundo do vinho, o tema é recorrente, especialmente durante leilões milionários de vinhos antiquíssimos. Segundo a especialista na identificação de falsificação de bebidas Maureen Downey, em uma entrevista para a revista Forbes, o mercado de falsificação de vinhos pode chegar a 3 bilhões de dólares.

Em outra entrevista, Maureen afirma que 20% de todos os vinhos que circulam no mundo são falsos – porcentagem similar a de outros produtos de luxo. O mais curioso é que, atualmente, não são apenas os vinhos raros que estão sendo fraudados: há muitos rótulos comerciais, de bom volume de produção, que estão na mira de criminosos.

Entre os mais forjados estão os da Domaine de la Romanée-Conti, Petrus, os do Château d’Yquem e os do Château Lafite Rothschild, todos franceses. Para não correr o risco de comprar um rótulo falso, o melhor a fazer é observar a impressão, o rótulo, a qualidade do papel, erros ortográficos e informações faltantes.

Além disso, deve-se, sempre que possível, comprar diretamente do produtor ou de comerciantes confiáveis. Em casos de leilões, adquirir apenas de casas que têm comprovadas as procedências dos produtos.